GREVE DOS ÔNIBUS
Natalia Costa
18 de maio de 2026 às 08:29 ▪ Atualizado há 4 horas
Motoristas e cobradores do transporte público realizaram uma paralisação das 6h até às 8h na manhã desta segunda-feira (18) em Teresina. O movimento foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Piauí (Sintetro-PI), que reivindica reajuste salarial de 12% para a categoria.
No turno da tarde terá outra paralisação das 16h às 18h.
O sindicato informou que a paralisação tem como objetivo pressionar as empresas de ônibus para abrir negociações com a categoria e caso não haja acordo, ameaça deflagrar greve geral na próxima segunda-feira (25).
Durante o protesto, os ônibus saíram normalmente dos bairros, mas interromperam o trajeto ao chegarem na Praça da Bandeira, no Centro da capital. Diversos ônibus ficaram estacionados em fila e os passageiros precisaram descer dos veículos para seguir viagem a pé ou por meio de transporte por aplicativo.
De acordo com o Sintetro além do reajuste salarial de 12%, os trabalhadores também pedem aumento do tíquete-alimentação para R$ 950 e auxílio-saúde de R$ 170.
O o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) disse que está negociando com os trabalhadores e a frota de ônibus não vai paralisar integralmente, seguirá com circulação normalizada ao longo do dia.
Em nota, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) informou que acompanha as negociações entre trabalhadores e empresários e iniciou o cadastramento de transportes alternativos para reduzir os impactos à população caso a greve seja confirmada. Segundo o órgão, o Sintetro comunicou estado de greve entre os dias 18 e 22 deste mês.
Nota Setut:
"O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) esclarece que o estado de greve, anunciado pela categoria laboral para esta segunda-feira (18), é um momento de negociação entre as partes e não resulta na paralisação integral da frota de ônibus da capital, que seguirá com circulação normalizada ao longo do dia.
O SETUT reitera que segue aberto ao diálogo e às negociações construtivas, dentro dos parâmetros aceitáveis para o sistema de transporte público em Teresina, que possui arrecadação e produtividade comprometidas pelo congelamento das tarifas desde 2018 e pela queda acentuada na quantidade de passageiros transportados, com maior incidência após a pandemia da Covid-19.
As reivindicações do sindicato laboral destoam sobremaneira da realidade, com índices de reajuste que giram em torno de 46% para o ticket-alimentação e de 36% para o plano de saúde, enquanto os percentuais comuns de reajustes salariais giram em torno de 3% a 4% ao ano.
Já para a correção salarial, foi solicitado um índice três ou quatro vezes superior aos percentuais atuais, com pedido de reajuste de 12%, enquanto o índice anual varia entre 3% e 4%.
Por fim, o SETUT segue em constantes tratativas junto aos órgãos públicos, apresentando propostas para a otimização do sistema de transporte público, com destaque e urgência para a renovação da frota e a ampliação da quantidade de veículos em operação e circulação."
Nota da Strans:
"A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS) informa que acompanha atentamente as discussões relacionadas ao possível movimento grevista no transporte público de Teresina.
O SINTETRO comunicou estado de greve entre os dias 18 e 22 deste mês. A STRANS entende que a situação envolve empregados e empregadores e segue esperançosa de que as partes cheguem a um consenso, evitando prejuízos à população teresinense.
Ao mesmo tempo, a STRANS está se antecipando aos fatos e iniciando o cadastramento de transportes alternativos. Caso a greve venha a ser confirmada, o município estará preparado para garantir atendimento à população e minimizar os impactos à mobilidade urbana, assegurando que os usuários do transporte público não sejam prejudicados."
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