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EM PORTO ALEGRE

Vídeo: vereador toma microfone de colega que citou áudio de Flávio a Vorcaro

Mauro Pinheiro (PP) interrompeu fala de Juliana dos Anjos (PT) sobre áudios vazados de Flávio Bolsonaro; cena gerou protestos e repercussão nacional nas redes sociais

Da Redação

14 de maio de 2026 às 15:59 ▪ Atualizado há 1 hora

Ver resumo
  • O vereador Mauro Pinheiro tomou o microfone da vereadora Juliana dos Anjos durante seu discurso na Câmara de Porto Alegre.
  • O episódio aconteceu quando Juliana mencionava áudios vazados de Flávio Bolsonaro relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro.
  • A interrupção ocorreu ao citar o financiamento do filme “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro.
  • O presidente da Câmara suspendeu a sessão para acalmar a situação.
  • Pinheiro não se pronunciou sobre o incidente.
  • O caso dos áudios vazados está gerando controvérsias e polarização política entre grupos de direita e esquerda.

Mauro Pinheiro (PP) arranca microfone de Juliana de Souza (PT) durante fala da vereadora no RS
Mauro Pinheiro (PP) arranca microfone de Juliana de Souza (PT) durante fala da vereadora no RS

O vereador bolsonarista Mauro Pinheiro (PP) tomou o microfone das mãos da vereadora Juliana dos Anjos de Souza (PT) enquanto ela discursava na tribuna da Câmara Municipal de Porto Alegre na quarta-feira (13). O incidente ocorreu no momento em que a parlamentar citava as recentes revelações do Intercept Brasil sobre o vazamento de áudios do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. 

A cena, registrada pelas câmeras da casa, rapidamente viralizou, levantando debates sobre violência política e cerceamento da palavra.

O estopim da reação de Pinheiro foi a menção direta ao financiamento do filme biográfico "Dark Horse". No vídeo, Juliana iniciava a frase: “Acabou de vazar um áudio do seu presidente pedindo dinheiro para o Vorcaro…”, quando foi fisicamente interrompida pelo colega. A vereadora reagiu imediatamente à abordagem: “Opa, opa, o que é isso?”, questionou, enquanto o presidente da Câmara, Moisés Barboza (PSDB), se via obrigado a suspender a sessão por dois minutos para conter os ânimos. 

Mauro Pinheiro, que se define nas redes sociais como cristão, conservador e defensor da "liberdade e da família", não se manifestou oficialmente sobre o ato.

O contexto da fala interrompida refere-se ao escândalo que abala Brasília: o repasse de pelo menos R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro, dono do agora liquidado Banco Master, para a produção do longa sobre Jair Bolsonaro. 

As investigações indicam que as cobranças de Flávio Bolsonaro ocorriam às vésperas da prisão de Vorcaro e da queda de sua instituição financeira. Enquanto o clã Bolsonaro tenta classificar as provas como "narrativa", o episódio em Porto Alegre demonstra como a crise dos áudios transbordou para as câmaras municipais, acirrando a polarização entre as bancadas de direita e esquerda.

Fonte: g1



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