Brasil

VIOLENCIA DOMESTICA

Pesquisas revelam que muitas brasileiras não se identificam como vítimas de violência

Estudo do Senado aponta discrepância entre a vivência e o reconhecimento da violência doméstica

Teresinha Ferreira

26 de agosto de 2026 às 18:44 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Uma em cada três brasileiras sofreu violência doméstica ou familiar no último ano.
  • Apenas 4% reconheceram espontaneamente terem sido vítimas.
  • Discrepância nos relatos varia por estado, sendo 36% em Alagoas, 35% no Amazonas, e 34% no Acre e Tocantins.
  • Em uma amostra de 21.641 mulheres, variações locais foram observadas.
  • 7% das mulheres no Amazonas relataram violência, acima da média nacional.
  • No Acre, 73% das agressões foram por parceiros, comparado a 48% no Distrito Federal.
  • A coordenadora Maria Teresa Prado enfatiza ampliar a Rede de Proteção.
  • Beatriz Accioly destaca a importância do reconhecimento das agressões.
  • Agosto Lilás marca os 20 anos da Lei Maria da Penha; Senado foca em dados confiáveis para melhorar leis.
  • 79% das mulheres perceberam aumento na violência doméstica.
  • 78% das mulheres conhecem pouco ou nada sobre a Lei Maria da Penha, com alto desconhecimento em Rondônia e Piauí.

Senado Notícias Vítimas de violência doméstica
Vítimas de violência doméstica

Uma em cada três brasileiras enfrentou alguma situação de violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses, segundo a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, do DataSenado e do Observatório da Mulher contra a Violência (OMV) do Senado. Contudo, apenas 4% das entrevistadas reconheceram espontaneamente terem sido vítimas, revelando uma discrepância preocupante em relação ao número de casos relatados.

A diferença entre a violência vivida e reconhecida varia entre os estados. Em Alagoas, 36% das mulheres relataram experiências violentas sem percebê-las como tal. Percentuais semelhantes foram registrados no Amazonas (35%), Acre e Tocantins (ambos com 34%).

Com uma amostra de 21.641 mulheres, a pesquisa destaca variações locais significativas. No Amazonas, por exemplo, 7% das mulheres afirmaram terem sofrido violência, acima da média nacional. No Acre, 73% das vítimas identificaram o marido ou companheiro como agressor, comparado a 48% no Distrito Federal.

Maria Teresa Prado, coordenadora do OMV, ressalta a importância de ampliar a Rede de Proteção e conscientizar as mulheres sobre seus direitos e meios de busca por ajuda. A antropóloga Beatriz Accioly destaca a relevância do reconhecimento das agressões para que as políticas públicas possam efetivamente apoiar as vítimas.

Durante o Agosto Lilás, mês em que se comemoram os 20 anos da Lei Maria da Penha, o Senado reforça a importância de dados confiáveis para aprimorar as leis e fortalecer as medidas de combate à violência de gênero.

Além disso, a pesquisa revela que em todo o país a percepção do aumento da violência doméstica é alta, com 79% das mulheres afirmando que os casos cresceram. O conhecimento sobre a Lei Maria da Penha é limitado: 78% das mulheres dizem conhecer pouco ou nada sobre ela. Os estados com maior desconhecimento incluem Rondônia e Piauí, ambos com 18%.

Fonte: Senado Notícias