Brasil

EMBATE NO STF

Moraes acusa Mendonça de “estar a serviço de grupo político que quis dar golpe do Brasil"

Ministros protagonizaram discussão durante sessão do STF nesta terça-feira (15), com críticas sobre investigações envolvendo Alexandre de Moraes

Da Redação

15 de setembro de 2026 às 13:15 ▪ Atualizado há 50 minutos

Ver resumo
  • Alexandre de Moraes, ministro do STF, acusou André Mendonça de atuar politicamente para um grupo que pretendia dar um golpe.
  • A acusação foi feita durante uma sessão do STF sobre investigações envolvendo Moraes.
  • Moraes questionou procedimentos da Polícia Federal e mencionou possuírem testemunhas e advogados para esclarecer questões.
  • Mendonça negou a acusação, chamando-a de "mentira".
  • Moraes criticou a origem das investigações contra ele, classificando-as como fraudulentas.
  • O episódio faz parte de uma análise do STF sobre investigações contra Moraes, que inclui mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

(Foto: Luiz Silveira/STF) Ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes
Ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou o colega André Mendonça de estar “a serviço de um grupo político que quis dar um golpe” durante um embate entre os dois ministros no plenário da Corte nesta terça-feira (15).

A discussão ocorreu durante a sessão em que o STF analisa questões relacionadas às investigações envolvendo Moraes. Ao rebater questionamentos sobre sua atuação e procedimentos conduzidos pela Polícia Federal (PF), o ministro questionou quem teria acionado a corporação para incluir um colega em uma colaboração premiada.

“Quem tem medo da Polícia Federal? Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que a PF colocasse um colega na colaboração premiada? E vamos trazer aqui testemunhas, policiais, advogados. Eu tenho testemunhas”, afirmou Moraes.

Mendonça respondeu imediatamente à acusação, dizendo apenas: “Mentira”.

Moraes questiona investigação

Na sequência do embate, Moraes afirmou que existem problemas na origem das apurações relacionadas à sua atuação e defendeu que diferentes fatos sejam analisados em conjunto.

“Todos sabem o que é o relatório de diligência. É só pegar o registro, quem fez, e vamos chamar aqui, nesse Supremo, além de advogados, que já se colocaram à disposição. Eu repito: tudo o que foi feito nessa investigação fraudulenta contra mim já começou lá atrás. Não dá para julgar uma coisa sem a outra”, declarou.

O ministro também afirmou que testemunhas, policiais e advogados podem ser chamados para esclarecer os procedimentos questionados.

O episódio ocorreu em meio à análise, pelo STF, de informações relacionadas a investigações envolvendo Moraes e mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O caso gerou divergências entre integrantes da Corte e passou a ser discutido no plenário do Supremo.

Fonte: Brasil 247