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TRABALHO ESCRAVO

Operação Resgate VI retira 479 pessoas de condições de escravidão

Entre as vítimas, 75 são mulheres e 13 são menores de idade; maioria no Sudeste

Teresinha Ferreira

10 de setembro de 2026 às 08:56 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • A Operação Resgate VI resgatou 479 pessoas de condições análogas à escravidão em agosto de 2023.
  • As vítimas incluíam 75 mulheres e 13 crianças ou adolescentes de várias nacionalidades, incluindo Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Venezuela.
  • Minas Gerais teve o maior número de resgates, com o Sudeste concentrando 55,7% dos casos.
  • 57,5% das fiscalizações ocorreram em áreas rurais, com o cultivo de café liderando as ocorrências.
  • Nas áreas urbanas, a construção civil foi responsável por 47,7% dos casos.
  • A operação totalizou 1.192 resgates desde 2021.
  • Empregadores deverão pagar R$ 1,4 milhão em verbas trabalhistas.
  • Uma nova lei sancionada em julho de 2026 amplia a proteção contra trabalho doméstico análogo à escravidão.
  • Denúncias podem ser feitas anonimamente através do Sistema Ipê.

Agência Brasil Trabalho escravo
Trabalho escravo

A força-tarefa da Operação Resgate VI resgatou 479 pessoas de condições análogas à escravidão entre 1º e 31 de agosto. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), foram retiradas de situações de exploração no Brasil pessoas de diversas nacionalidades.

Entre as vítimas, 75 eram mulheres e 13, crianças ou adolescentes. Além de brasileiros, foram resgatados imigrantes de países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Venezuela.

operação resgate VI - nacionalidade das vítimas. Foto: MPF/ Divulgação

Minas Gerais se destacou com o maior número de resgates, parte dos 267 casos do Sudeste, que concentrou 55,7% dos resgates totais. Na zona rural ocorreram 57,5% das fiscalizações. O cultivo de café liderou as ocorrências com 53 vítimas, seguido por plantações de cebola, batata-inglesa e outras culturas.

Nas áreas urbanas, as construções civis registraram 47,7% dos casos. Desde seu início em 2021, a operação soma 1.192 resgates de funcionários sem direitos trabalhistas garantidos.

Os empregadores notificados deverão pagar R$ 1,4 milhão em verbas trabalhistas e responder por infrações como trabalho infantil. Foram emitidos 1.836 autos de infração.

Operação Resgate VI - regiões. Foto: MPF/ Divulgação

Em julho, a Lei nº 15.455/2026 foi sancionada, ampliando a proteção contra trabalho análogo à escravidão doméstica. A legislação permite fiscalizações sem mandado em residências suspeitas e prioriza as vítimas no programa Bolsa Família.

Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma anônima através do Sistema Ipê, uma parceria entre a Secretaria de Inspeção do Trabalho e a Organização Internacional do Trabalho.

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Fonte: Agência Brasil