Brasil

RESGATE DE TRABALHO ESCRAVO

Operação resgata 29 trabalhadores em situação de escravidão

Fiscalização ocorreu em pedreiras na Bahia e Pernambuco, com graves irregularidades.

Teresinha Ferreira

13 de julho de 2026 às 17:12 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • Operação do Ministério do Trabalho e Emprego resgatou 29 trabalhadores em situação análoga à escravidão na Bahia e Pernambuco.
  • Resgates ocorreram em pedreiras nos municípios de Sento Sé (BA), Casa Nova (BA) e Santa Cruz (PE).
  • Trabalhadores extraíam pedras para pavimentação e encontravam-se em condições degradantes.
  • Termos de ajustamento de conduta resultaram em quase R$ 500 mil em verbas rescisórias e R$ 132,5 mil por danos morais coletivos.
  • Fiscalização revelou falta de água potável, alojamentos precários, alimentos armazenados junto a substâncias tóxicas e falta de EPI.
  • Indícios de exploração mineral sem autorização também foram encontrados.
  • Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas anonimamente pelo Sistema IPÊ.

Agência Brasil Durante a fiscalização, feita com o Ministério Público do Trabalho, a DPU e a Polícia Federal, foram encontradas condições degradantes
Durante a fiscalização, feita com o Ministério Público do Trabalho, a DPU e a Polícia Federal, foram encontradas condições degradantes

Uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 29 trabalhadores em situação análoga à escravidão na Bahia e em Pernambuco. Os resgates ocorreram em pedreiras nos municípios de Sento Sé (BA), Casa Nova (BA) e Santa Cruz (PE).

Os trabalhadores eram responsáveis por extrair pedras para obras de pavimentação na região. Conforme a Defensoria Pública da União (DPU), termos de ajustamento de conduta foram firmados com as empresas envolvidas, garantindo quase R$ 500 mil em verbas rescisórias e indenizações, além de R$ 132,5 mil por danos morais coletivos.

Durante a fiscalização, feita com o Ministério Público do Trabalho, a DPU e a Polícia Federal, foram encontradas condições degradantes, incluindo falta de acesso a água potável e alojamentos precários.

Os trabalhadores dormiam em barracões de lona, sobre colchões no chão, e não possuíam equipamentos de proteção. A equipe também encontrou alimentos armazenados junto a substâncias tóxicas, e parte dos equipamentos foi interditada por riscos à saúde.

Além disso, foram observados indícios de exploração mineral sem autorização, que serão investigados pelos órgãos competentes. O trabalho em condição análoga à escravidão envolve situações como jornadas exaustivas e restrições de liberdade.

Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas anonimamente através do Sistema IPÊ, canal oficial do governo federal.

Fonte: Agência Brasil