Brasil

AÇÃO ONTRA COLETA DE DADOS

Ministério Público processa empresas por coleta de dados biométricos

Ação contra Tools for Humanity e Amazon AWS visa irregularidades em escaneamento de íris

Teresinha Ferreira

22 de julho de 2026 às 11:40 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O MPSP entrou com ação civil contra a Tools for Humanity e Amazon AWS por coleta irregular de dados de íris.
  • Há solicitação para preservar todos os dados e apresentar contratos e relatórios técnicos.
  • Busca-se identificar qual empresa da Amazon hospeda os dados e suspender novas coletas.
  • A promotora acusa configurar publicidade enganosa e exploração de vulneráveis.
  • Coletas ocorreram em regiões periféricas com compensação financeira.
  • A ação pede indenização de R$ 240 milhões por danos morais à coletividade.
  • Alega falta de clareza sobre o projeto e riscos dos dados.
  • A investigação partiu de relatório da CPI da Íris, que identificou 400 mil pessoas com dados coletados.

Agência Brasil Coleta de dados biométricos
Coleta de dados biométricos

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) entrou com uma ação civil pública nesta segunda-feira (21) contra a Tools for Humanity Corporation e a Amazon AWS Serviços Brasil Ltda. por irregularidades na coleta de dados biométricos de íris de consumidores em São Paulo.

A promotoria solicita a preservação de todos os dados relacionados ao processo, além da apresentação de contratos e relatórios técnicos. Também busca identificar qual empresa do grupo Amazon hospeda esses dados e pede a suspensão de novas coletas até uma perícia judicial.

Segundo a promotora de Justiça Patrícia Leitão, a prática configura publicidade enganosa e exploração da vulnerabilidade dos consumidores, especialmente aqueles em condições socioeconômicas desfavoráveis.

A coleta era realizada em regiões periféricas, com grande circulação, próximas a estações de metrô e unidades do Poupatempo, oferecendo compensação financeira aos participantes. A ação pede que as práticas sejam declaradas abusivas e requer indenização de R$ 240 milhões por danos morais à coletividade.

O MPSP alega que a empresa não forneceu informações claras sobre o projeto, os riscos dos dados biométricos e sua transferência ao exterior, mantendo a prática mesmo após determinação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para suspender recompensas.

A investigação originou-se do relatório final da CPI da Íris na Câmara Municipal de São Paulo, que apurou mais de 400 mil pessoas com íris escaneada em troca de recompensas de R$ 300 a R$ 700.

Fonte: Agência Brasil