PCD
Teresinha Ferreira
19 de setembro de 2026 às 10:23 ▪ Atualizado há 1 hora
Apenas 1,5% das vagas destinadas a pessoas com deficiência (PcDs) são para cargos técnicos e gerenciais, revelou um levantamento inédito feito pela startup Egalite. A pesquisa considerou dados de 116 mil profissionais cadastrados e mais de 19 mil vagas no portal Inclui PcD.
As posições operacionais dominam o cenário, somando 98,5% das ofertas. Curiosamente, 31% das candidaturas espontâneas desses profissionais são direcionadas a posições de liderança e especializadas, apontando uma disparidade entre oferta e demanda.
Apesar dos desafios, houve progresso nas empresas que buscam a inclusão de PcDs, com metade das analisadas já abrindo todos os tipos de vagas para esses profissionais, além de atender às cotas legais.
Segundo Djalma Scartezini, fundador da Egalite, o mercado de trabalho ainda carece de oportunidades de liderança para PcDs, embora haja sinais de progresso. Ele destacou que a última feira Inclui PcD ofereceu quase 4 mil vagas em áreas especializadas ou de coordenação.
A pretensão salarial média dos candidatos PcD é de R$ 1.450, inferior ao salário mínimo vigente, refletindo um mercado que frequentemente remunera menos com base em marcadores identitários.
Outra preocupação é o declínio das vagas em home office. De acordo com dados do portal, as oportunidades remotas ou híbridas caíram de 28,4% em 2024 para 0,8% em 2026, impactando particularmente profissionais com limitações de mobilidade urbana.
Fonte: Agência Brasil
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