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FRAUDES EM PROGRAMAS SOCIAIS

Golpes no Desenrola Brasil usam anúncios falsos, aponta UFRJ

Em dois meses, 544 anúncios fraudulentos visam usuários nas redes sociais

Da Redação

31 de julho de 2026 às 11:49 ▪ Atualizado há 4 horas

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  • O Netlab da UFRJ identificou 544 anúncios falsos sobre o programa Desenrola Brasil em redes sociais.
  • Análises realizadas entre 1º de abril e 14 de junho focaram em plataformas da Meta, como Instagram e Facebook.
  • 48 páginas foram responsáveis pelas fraudes, usando o nome do Desenrola Brasil e "Libera Brasil".
  • O programa Desenrola Brasil é voltado para renegociação de dívidas, com nova versão lançada em maio de 2023.
  • O Ministério da Justiça multou a Meta em R$ 9,3 milhões em julho de 2023 e exigiu a remoção dos conteúdos.
  • 72% dos anúncios usavam indevidamente símbolos oficiais, e 19,1% promoviam links falsos.
  • Torna-se evidente a crítica à falta de fiscalização, segundo Marie Santini, diretora do Netlab.
  • A Meta afirmou intensificar o combate a fraudes, utilizando IA para detectar e remover conteúdos suspeitos.

Agência Brasil Anúncios falsos sobre o programa Desenrola Brasil em redes sociais
Anúncios falsos sobre o programa Desenrola Brasil em redes sociais

O Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais (Netlab), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificou 544 anúncios falsos sobre o programa Desenrola Brasil em redes sociais, utilizados para aplicar golpes. O levantamento analisou dados de plataformas da Meta, como Instagram e Facebook.

Entre 1º de abril e 14 de junho deste ano, as fraudes foram atribuídas a 48 páginas. Trinta e quatro delas usaram o nome do Desenrola Brasil para veicular 278 anúncios enganosos. Outras 15 divulgaram anúncios sobre um programa fictício chamado "Libera Brasil".

O Desenrola Brasil, lançado para ajudar na renegociação de dívidas, teve sua segunda versão apresentada em maio. Segundo o Netlab, os ataques começaram em 2023. Em julho do mesmo ano, o Ministério da Justiça multou a Meta em R$ 9,3 milhões e exigiu a remoção dos conteúdos.

Apesar das medidas, os anúncios fraudulentos continuaram a surgir. A pesquisa mostrou que 72% dos anúncios usavam indevidamente símbolos governamentais ou de empresas privadas, e 19,1% promoviam links falsos, enquanto muitos estavam associados a conteúdos gerados por inteligência artificial.

A diretora do Netlab, Marie Santini, criticou a falta de fiscalização nas plataformas digitais, tornando os usuários mais vulneráveis a golpes. "As plataformas precisam garantir a segurança e qualidade para o consumidor", destacou Santini.

A Meta afirmou estar intensificando o combate a fraudes, removendo mais de 159 milhões de anúncios e desativando 10,9 milhões de contas suspeitas no Facebook e Instagram em 2025, utilizando tecnologias como inteligência artificial para detecção de conteúdo suspeito.

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Fonte: Agência Brasil