Brasil

DEVASTAÇÃO AMAZÔNICA

Devastação na Amazônia ameaça ciclos de chuvas na América do Sul

Pesquisadoras alertam para riscos da destruição da maior "máquina de chuva" do planeta.

Teresinha Ferreira

12 de setembro de 2026 às 09:20 ▪ Atualizado há 39 minutos

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  • A Amazônia é crucial para os ciclos de chuva da América do Sul, liberando significativas quantidades de água diariamente.
  • A floresta tem um papel vital no ciclo global de água, nutrientes e carbono.
  • Atividades como mineração, narcotráfico, desmatamento e queimadas ameaçam a Amazônia.
  • Tais atividades resultam em menos chuvas e maiores secas em regiões como Brasil e Bolívia.
  • As árvores podem morrer por "sede" devido à falta de água, aumentando os efeitos das secas.
  • O aquecimento global e o fenômeno El Niño intensificam os problemas ambientais na região.
  • Queimadas recordes transformaram a Amazônia em um emissor de carbono, acelerando o aquecimento global.
  • É urgente reduzir as emissões de gases de efeito estufa e regenerar áreas degradadas para preservar o papel da floresta como sumidouro de carbono.

Agência Brasil Devastação na Amazônia
Devastação na Amazônia

A destruição da Amazônia pode comprometer gravemente os ciclos de chuva que abastecem vastas regiões da América do Sul. Julia Valentim Tavares explica que a floresta atua como uma "máquina de chuva", liberando entre 200 e 300 litros de água diariamente por árvore.

Marielos Peñaclaros, copresidente do Painel Científico pela Amazônia, destaca a importância da floresta no ciclo de água, nutrientes e carbono globalmente. "A Amazônia não apenas sustenta a vida regional, mas é vital para todo o planeta", explica Peñaclaros, que falou no TEDxAmazônia.

As cientistas alertam que atividades como mineração, narcotráfico, desmatamento e queimadas ameaçam o bioma. Isso tem impactado a conectividade ambiental essencial, resultando em menos chuvas e maiores secas no Brasil e na Bolívia.

Estudos liderados por Valentim no "arco do desmatamento" revelam que se as árvores não conseguem água, suas estruturas internas podem se danificar, levando à morte por "sede". Este fenômeno está ligado ao aumento das secas.

Marielos menciona ainda os efeitos intensificados pelo aquecimento global, agravados pelo fenômeno El Niño. A seca de 2024, que afetou boa parte da bacia amazônica, causou problemas de abastecimento em cidades como Bogotá e Quito.

A Amazônia, ao sofrer queimadas recordes, tornou-se um emissor de carbono, agravando o aquecimento global. A previsão de um novo super El Niño intensifica os temores de especialistas.

Peñaclaros destaca a urgência em reduzir emissões de gases do efeito estufa e aumentar a regeneração de áreas degradadas para preservar a floresta e seu papel crucial como um "sumidouro de carbono".

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Fonte: Agência Brasil