Olhe Direito!
OLHE DIREITO

Sem educação, sem saída

Há saídas para que as mudanças climáticas produzidas pelas atividades humanas – sendo a mais comum delas o uso racional dos recursos naturais.


Educação

Educação Foto: Reprodução internet

Nas últimas duas semanas o noticiário tem sido bastante ocupado pela cobertura de mais uma conferência das Nações Unidas para o clima. O tom grave com que se expressam as preocupações nos levam a considerar seriamente o risco até mesmo de a espécie humana sucumbir nos próximos séculos. Pior para nós, humanos, porque, sozinho, o planeta se recupera.

Há saídas para que as mudanças climáticas produzidas pelas atividades humanas – sendo a mais comum delas o uso racional dos recursos naturais. Mas só isso não basta, porque por mais que sejam otimizadas as nossas ações de consumo, não se consegue atingir resultados se todos os esforços não forem comuns a todos os povos e países.

Os desníveis de consumo entre países desenvolvidos, em desenvolvimento ou não desenvolvidos é uma mostra de que estamos distantes, longe mesmo, de obter uma equidade. Quem consome mais não quer renunciar ao conforto e até à opulência em que vive, ao passo é que é lógico, justo e legítimo que os povos com menor consumo queiram também ter acesso a bens e serviços que demandam o lançamento na atmosfera dos gases do efeito estufa.

Como chegar a um nível de consciência global em que mais cidadãos e cidadãs se disponham a renunciar a consumo não consciente ou ambientalmente deletério? Somente com educação – e aí, mais uma vez, será necessário que sejam haja equidade na oferta de ensino de qualidade, sem o que nenhuma nação poderá dispor de meios para um desenvolvimento socioambiental e econômico capaz de dar uma contribuição decisiva à salvação da espécie humana, não do Planeta, que, realce-se, recupera-se sozinho se a espécie humana desaparecer.

O nosso mundo, não o Planeta, mas nosso espaço de vivência como espécie, pode ser salvo por educação – que inclui não somente melhor formação de crianças e jovens para que produzam saber capaz de nos salvar como espécie. A salvação está também em fazer com que haja mais compreensão quanto à necessidade de todos os dias a gente agir certo para não permitir que o espaço de vivência de nossa espécie na Terra seja tornado inabitável, a ponto de nos levar à extinção.

Assim, compreendo que a nossa melhor saída é dar boa educação a crianças e jovens, bem como manter uma contínua ação educativa para a construção de uma consciência ambiental global. Sem isso nos condenamos como espécie – o que, tristemente, se pode constatar como um passo para o Planeta Terra se recuperar de nós humanos.

Álvaro Fernando da Rocha Mota é advogado. Procurador do Estado. Ex-Presidente da OAB-PI. Mestre em Direito pela UFPE. Presidente do Instituto dos Advogados Piauienses.

Próxima notícia

Dê sua opinião: