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HOMENAGEM

Os 90 anos do Magro de Aço

É possível que as gerações mais novas, as que tomaram conhecimento do mundo pelas telas dos computadores, smartphones e tablets desconheçam esse homem


Jornalista Carlos Said

Jornalista Carlos Said Foto: Reprodução

Carlos Said, conhecido por Magro de Aço, chega aos 90 anos.  É um dos homens mais inteligentes, bem-humorados e decentes de nossa terra. É contemporâneo de meu pai, ambos formados em Direito, mas Said foi bem mais que um advogado. Ele é uma personalidade da cidade, é parte do espírito de Teresina.

É possível que as gerações mais novas, as que tomaram conhecimento do mundo pelas telas dos computadores, smartphones e tablets desconheçam esse homem tão fundamental na educação superior, no esporte e na vida social da cidade. Mas como a internet é um mundo vasto, lá esta Carlos Said, possível de encontrar em ferramentas de busca.

Sorte as do que trazem Carlos Said na memória ou mais sorte ainda os que o carregam em suas memórias afetivas – que não são poucos, sobretudo que a pessoa tem, como eu um pouco mais de 50 anos e ouvi o Magro de Aço fazer seus comentários cortantes e irônicos em partidas de futebol, que já foram um espetáculo que atraía muito público e grande audiência nas rádios locais, principalmente a Pioneira, onde Carlos Said fez parte da equipe esportiva liderada por Dídimo de Castro e que tinha ainda nomes como Gomes de Oliveira, o Galego, Valdir Araújo (já falecido), Aluizio de Castro e gente mais nova, como o Zé Lula.

>>O mundo melhor para todos

Carlos Said sempre foi apresentado na emissora como o Magro de Aço. Um título incomum para um homem que até hoje, com 90 anos, segue sendo magro (o que é uma sorte e uma dádiva), com um corpo mirrado e uma voz metálica, firme. Mas não vez da rouquidão metálica da voz o apelido, mas sim de ele ter sobrevivido a um acidente grave, do qual saiu bastante ferido e que lhe valeu uma perna mais curta, mas não o cessamento de sua capacidade de trabalho e amor pelo futebol.

Sendo Carlos Said um sobrevivente de acidente grave, que fez dele o Magro de Aço, e tendo mantido uma rotina extenuante de trabalho e produção, a cidade lhe prestou uma série de homenagens. Uma delas é um troféu para esportistas dados pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, outra, efêmera, mas não menos importante, foi ter sido tema de samba-enredo de escola de samba, quando havia desfiles na Frei Serafim.

São homenagens justas para um teresinense que foi jogador de futebol, ajudou a fundar um clube de futebol importante na comunidade (o River Atlético Clube).

A homenagem que agora presto é mais uma, bastante singela, mais um resgate da importância de sua memória para a cidade – memória fundamental para entender nove décadas de caminhada de Teresina desde 1930, tempo de Revolução e de mudanças no mundo, no Brasil, no Piauí e em sua capital.

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