Firmino pede que Marcelo Castro reveja financiamento da saúde


Prefeito Firmino Filho

Prefeito Firmino Filho Foto: Alepi/Caio Bruno

Durante solenidade no Palácio de Karnak para o anúncio da liberação de verbas para a elaboração dos Planos Municipais de Saneamento Básico para 100 municípios piauienses e entrega de unidades móveis de tratamento odontológico, o prefeito Firmino Filho solicitou ao ministro da Saúde, Marcelo Castro, que reveja a política de financiamento da saúde e avalie a situação da cidade de Teresina, que gasta 35% do seu orçamento apenas com o setor, quando sua obrigação constitucional é de apenas 15%.

Firmino citou números referentes ao Hospital de Urgência de Teresina Zenon Rocha, o HUT. Segundo o gestor municipal, o HUT tem proporções estaduais, já que 55% dos seus atendimentos é de pessoas do interior ou de outros estados. "Saúde é direito e cidadania. A missão de construir esse sonho não foi cumprida ainda. É um desafio de financiamento e de gestão. O gasto que o governo federal tem com a saúde de cada brasileiro é de R$ 1 mil por ano. O desafio é garantir as fontes adicionais de financiamento para municípios e estados. Hoje, 58% dos recursos do Saúde da Família são federais, o restante é dos municípios. Nossa cidade tem feitos sacrifícios todos os anos para custear a saúde. 55% dos atendimentos na nossa cidade não são de pessoas de Teresina. O HUT é fundamentalmente um hospital estadual", destacou.

O prefeito da capital disse ainda que outro grande desafio da saúde pública é a gestão do setor. Para Firmino, há necessidade de um novo sistema capaz de congregar informações que possam ser compartilhadas pelos três entes federativos.

A solenidade teve a participação também do governador Wellington Dias e diversos prefeitos, que receberam as ambulâncias. Foi o primeiro evento público que Marcelo Castro participou no Estado após ser empossado no ministério. Firmino Filho saudou o novo ministro e pediu que fosse revisto o modelo de financiamento para o setor.

"Diante desse grave quadro nacional, temos um filho do Piauí como ministro. Mas, para que não desperdicemos essa grande oportunidade, é preciso que façamos um diagnóstico da saúde, compartilhado com o governo estadual e com a União. Podemos fazer história na saúde de Teresina com um ministro piauiense que, por onde passou, deixou sua marca como bom gestor. Não tenho dúvidas de que não será diferente no ministério. Temos a crença na sua liderança e na sua capacidade de gestão. Desejo muito sucesso", disse Firmino.

Marcelo Castro convidou o prefeito Firmino Filho para uma reunião em Brasília, onde poderá apresentar o seu planejamento para a saúde de Teresina. "Já conversamos e acertamos que o prefeito irá apresentar suas ideias de gestão. Para o governador Wellington Dias eu pedi um plano de descentralização da saúde e regionalização dos atendimentos. Só desafogaremos Teresina se for assim. O ideal é que na região em que a pessoa more ela consiga resolver 90% dos seus problemas de saúde. Hoje estamos longe disso. Mas essa é a meta que temos que buscar porque isso é o que preconiza a Organização Nacional de Saúde", afirmou.

O novo ministro anunciou que será feita a descentralização, primeiramente, do setor de oncologia. Os municípios de Picos e Oeiras passarão a tratar pacientes com câncer, tirando um pouco da responsabilidade da rede hospitalar da capital.
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Sobre a coluna

Álvaro Mota

Álvaro Mota

Procurador do Estado e mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Álvaro também é presidente do Instituto dos Advogados Piauienses.

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