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AÇÕES

“Direita: cega que não quer ver"

É importante destacar a redução da dívida líquida do setor público brasileiro, que caiu de 60% para 34%,


Ex-presidente Lula

Ex-presidente Lula Foto: Reuters

Para os beócios (direitistas, elitistas, golpistas etc.), deve-se fazer comparação dos mais importantes indicadores do Brasil no governo Lula, ou mais precisamente de 2002 (quando recebeu o governo de Fernando Henrique Cardoso - FHC) a 2013, conforme fontes fidedignas como OMS, Unicef, ONU, Banco Mundial, IBGE, Índice de GINI, Ministerio da Educação, entre outras.

Para começar, o PIB saltou de R$ 1,48 trilhão, em 2002, para R$ 4,84 trilhões, em 2013. Foi, pois, aumento substancial da riqueza nacional, refletida, no período, no PIB per capita, que saiu também de R$ 7,6 mil para R$ 24,1 mil.

É importante destacar a redução da dívida líquida do setor público brasileiro, que caiu de 60% para 34%, entre 2002 e 2013. O lucro do banco de fomento ao setor produtivo (BNDES) foi de R$ 550 milhões para R$ 8,15 bilhões. Os lucros do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal foram também alvissareiros, pois o BB saiu de R$ 2 bilhões para R$ 15,8 bilhões, e a CEF de R$ 1,1 bilhão para R$ 6,7 bilhões.

No período apreciado (2002 a 2013), as medidas econômicas do governo Lula fizeram com que milhares de brasileiros inserissem no mercado automobilístico com aquisição do automóvel próprio e assim a produção de veículos saltou de 1,8 milhão para 3,7 milhões de unidades.

No campo, houve verdadeira revolução agrícola, pois a safra de grãos dobrou, saindo de 97 milhões de toneladas, em 2002, para 188 milhões, em 2013.

O governo do golpe parlamentar-constitucional-judicial, através do ministro da economia Henrique Meirelles, vinculado ao mercado interno e externo, e que mais promete - e esforça-se bastante para isso - atrair investidores internacionais que, com a sua indissociável bússola de desconfiança, fazem-se de ouvidos moucos. Mas não era assim, a realidade já foi outra, por exemplo, em 2002, o Investimento Estrangeiro Direto no Brasil chegava a 16,6 bilhões de dólares e, em 2013, já foram para 64 bilhões de dólares.

Todos sabem da fragilidade da economia brasileira em 2002 perante as crises econômicas internacionais pelo fato de só ter no Banco Central 37 bilhões de dólares em reservas internacionais que, em 2013, foram impulsionadas para 375,8 bilhões de dólares.

No governo FHC, poucas empresas brasileiras abriam o seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), pois, na época, seu índice era de 11,269 pontos e, em 2013, foram para 51,507 pontos.

FHC entregou o governo a Lula em plena recessão, e com isso a média de empregos gerados era de 627 mil/ano, os governos Lula e Dilma geraram 1,79 milhão/ano. Fato que refletiu no desemprego de 12,2%, em 2002, para uma redução a 5,4%, em 2013.

Com a economia em crise em 2002, as exportações alavancaram de 60,3 bilhões de dólares para 242 bilhões de dólares. A inflação média do governo FHC era de 9,1% e na era petista foi de 5,8%. A Taxa Selic estava nas alturas com 18,5%, em 2002, e caiu para 8,5%, em 2012. O Risco Brasil (IPEA) caiu de 1.446 para 224, na fase em análise. Além das passagens aéreas que passaram de 33 milhões para 100 milhões de passagens vendidas.

Para impulsionar a economia foram necessárias algumas proezas como a mudança da capacidade energética que, em 2002, era de 74.800 MW para, em 2013, 122.900 MW. O aumento da produtividade do governo FHC foi de 0,3% e, nos governos Lula e Dilma, tiveram aumento de 13,2%.

A Petrobras, apesar de todos os problemas apresentados, saiu do valor de mercado de 2002 de R$ 15,5 bilhões para R$ 104,9 bilhões em 2014. O seu lucro médio era R$ 4,2 bilhões/ano e foi para R$ 25,6 bilhões/ano.

Na era tucana, o sistema produtivo sofreu a crise econômica instalada no segundo governo, que provocou uma média/ano de 25.587 falências requeridas, já em 2013 caiu para 5.795 falências.

O salário mínimo em 2002 era de R$ 200 (1,42 cesta básica) e em 2014 estava em R$ 724 (2,24 cestas básicas). O salário mínimo convertido em dólares foi de US$ 86,21 para US$ 305,00.

O Brasil até o governo FHC às voltas com a sua impagável dívida externa, em que, de tempos em tempos, aportava no solo pátrio técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) para aplicar o seu receituário, que, via de regra, era contra os interesses do povo brasileiro. Em 2002, a dívida externa em relação às reservas era de 557% e, em 2014, caiu para 81%. A posição do Brasil entre as Economias do Mundo, no mesmo período, saiu da 13* para a 7*. Um apogeu incomparável.

Foi uma transformação da educação. O PROUNI distribuiu 1,2 milhão de bolsas. O FIES financiou 1,3 milhão de estudantes universitários. O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego - PRONATEC, atingiu 6 milhões de pessoas. O Programa Ciências Sem Fronteiras propiciou 100 mil beneficiados. Criou 18 Universidades Federais. FHC, que era professor universitário, zero. Criou 214 Escolas Técnicas. FHC: Zero. E do ano 1500 até 1994 só foram criadas 140 Escolas Técnicas. Em 2002, existiam 582.800 estudantes no ensino superior e, em 2012, saltou para 1.986.000 estudantes. Gasto público em educação em 2002 era de R$ 17 bilhões, em 2012 já era de R$ 94 bilhões.

Na saúde, Lula também avançou muito. Em 2002, foram gastos R$ 28 bilhões, em 2013 avançaram para R$ 106 bilhões. O Programa Mais Médicos, com aproximadamente 14 mil novos profissionais, alcançou 50 milhões de beneficiados. A mortalidade infantil de 25,3 em 1000 nascidos vivos, em 2002, caiu para 12,9 em 1000 nascidos vivos, em 2012.

Há de se destacar, igualmente, que o período analisado reforçou as estruturas institucionais, sobretudo no que tange ao apoio à Polícia Federal e à celeridade da Justiça, como saltar do governo FHC de 48 operações da PF para, no governo do PT, 1.273 operações, com 15 mil presos. Também as Varas da Justiça Federal saíram de 100 para 513.

Convém lembrar que o Programa Minha Casa Minha Vida atendeu 1,5 milhão de famílias beneficiadas. O Programa Luz Para Todos, 9,5 milhões de pessoas. Criou 6.427 creches. O Brasil Sem Miséria retirou 22 milhões de pessoas da extrema pobreza. No total, 42 milhões de pessoas saíram da miséria e 38 milhões de pessoas ascenderam à Nova Classe Média (Classe C).

Com toda essa revolução e transformação governamental e humana, a taxa de pobreza do Brasil caiu de 35% para 15%. A taxa de extrema pobreza caiu de 15% para 5,2%. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), em 2002, era de 0,669 e aumentou, em 2012, para 0,730. A Desigualdade Social no governo FHC tinha queda de 2,2% e, no governo Lula, de 11,4%.

Os governos Lula foram o que podemos chamar de era do gigantismo do Brasil. Jamais na história da País se chegou a tão grande riqueza nacional, com justiça social e distribuição de renda para todos. Daí a revanche dos mandonistas de antanho que nunca tiveram nem têm a engenhosidade, capacidade governativa, sensibilidade humana para guindar o Brasil e seu povo a tão profícuo pedestal no concerto das Nações”.

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