Saúde

RECUSA DE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Taxa de recusa familiar para doação de órgãos atinge 45% no Brasil

AMIB capacita mais profissionais para melhorar comunicação e reduzir recusas

Teresinha Ferreira

08 de setembro de 2026 às 07:28 ▪ Atualizado há 33 minutos

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  • A taxa média de recusa familiar para doação de órgãos no Brasil é de 45%.
  • A recusa varia por estado e é influenciada por fatores institucionais.
  • A falta de acolhimento e comunicação inadequada em hospitais são grandes obstáculos.
  • Capacitação de 2.534 profissionais de saúde busca melhorar a comunicação e reduzir a resistência familiar.
  • O treinamento focou em médicos, enfermeiros, psicólogos e outros, cobrindo doações e transplantes de órgãos.
  • Razões para recusa incluem dificuldade em aceitar a morte encefálica, crenças religiosas e receios quanto à integridade do corpo.
  • Em 2025, havia 15.940 potenciais doadores, mas apenas 4.335 se tornaram efetivos, com 4.200 famílias recusando a doação.

Agência Brasil Taxa de recusa familiar para doação de órgãos atinge 45% no Brasil

No Brasil, a taxa média de recusa familiar para a doação de órgãos é de 45%, um índice que varia entre estados e até mesmo entre hospitais. A recusa não depende apenas da população, mas também de fatores institucionais.

Cristiano Franke, presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), destaca que muitas famílias desejam atender ao desejo de doação do ente querido. No entanto, a falta de acolhimento e a má comunicação hospitalar são grandes obstáculos nas doações.

Franke explica que as falhas ocorrem porque as famílias não recebem informações adequadas e as equipes médicas, por vezes, não estão preparadas para lidar com conversas difíceis, utilizando termos técnicos ou abordagens inadequadas.

Visando melhorar essa situação, a AMIB, em parceria com o Ministério da Saúde, capacitou 2.534 profissionais de saúde entre setembro de 2025 e agosto de 2026, superando a meta inicial de 2 mil participantes treinados. O objetivo é aprimorar a comunicação e reduzir a resistência das famílias à doação.

O treinamento abrangeu médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais, focando no processo de doação e transplantes de órgãos, identificação de potenciais doadores e a comunicação efetiva em situações críticas.

Entre as razões para a recusa estão a dificuldade em aceitar o diagnóstico de morte encefálica, crenças religiosas e receios sobre a integridade do corpo pós-procedimento.

Dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) indicam que, em 2025, o país teve 15.940 potenciais doadores. Desses, 4.335 se tornaram doadores efetivos, enquanto 4.200 famílias não autorizaram a doação.

Fonte: Agência Brasil