Saúde

FEBRE MACULOSA

São Paulo registra 18 mortes por febre maculosa em 2023

Casos concentram-se em Piracicaba, Campinas e outras cidades

Teresinha Ferreira

11 de agosto de 2026 às 12:40 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • São Paulo registrou 18 mortes por febre maculosa entre janeiro e julho de 2023.
  • Os óbitos ocorreram principalmente em Piracicaba, Americana, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo.
  • A doença é transmitida por carrapatos infectados com Rickettsia rickettsii.
  • Sintomas iniciais incluem febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, e mal-estar.
  • Fase avançada apresenta manchas avermelhadas e lesões arroxeadas, podendo evoluir para gangrena e paralisia.
  • Diagnóstico precoce é crucial; mortalidade pode chegar a 80% sem tratamento imediato.
  • Importante informar histórico de exposição a áreas de risco ao médico.
  • Recomendações incluem evitar áreas de mata e usar roupas protetoras.
  • Carrapatos devem ser removidos com pinça, e a área da mordida limpa.
  • Tratamento deve iniciar com base nos sintomas, sem esperar exames laboratoriais.

Agência Brasil Febre maculosa
Febre maculosa

O estado de São Paulo registrou 18 mortes por febre maculosa de janeiro a julho de 2023, em um total de 19 casos confirmados, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP).

A maioria dos óbitos ocorreu nas regiões de Piracicaba, Americana, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo.

A doença é transmitida pela picada de carrapatos infectados com a bactéria Rickettsia rickettsii. Sintomas iniciais incluem febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar, frequentemente confundidos com outras doenças.

A partir do terceiro dia, podem surgir manchas avermelhadas na pele e lesões arroxeadas, indicando uma fase avançada. Quadros graves podem evoluir para gangrena e paralisia.

Segundo Jean Gorinchteyn, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, o diagnóstico precoce é vital para evitar complicações graves. A mortalidade pode atingir 80% sem tratamento imediato.

Ele ressalta a importância de informar o histórico de visita a áreas de risco ao médico. O carrapato pode ser trazido para casa por cães ou permanecer em roupas, aumentando a exposição.

Recomenda-se evitar áreas de mata e usar calças compridas e botas se necessário. Roupas devem ser inspecionadas após passeios e cães protegidos com coleiras repelentes.

A confirmação laboratorial da doença pode demorar até duas semanas, mas o tratamento deve começar com base nos sintomas. Não se deve aguardar resultados de exames.

O Ministério da Saúde orienta que carrapatos encontrados no corpo sejam removidos com firmeza usando pinça, e a área da mordida seja limpa para reduzir o risco de infecção.

Fonte: Agência Brasil