Saúde

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Idosos podem ser doadores vivos de órgãos com segurança

Arivaldo Sampaio doou um rim ao filho aos 69 anos, mostrando que idade não é barreira.

Teresinha Ferreira

27 de setembro de 2026 às 08:55 ▪ Atualizado há 37 minutos

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  • Arivaldo Sampaio, de 69 anos, doou um rim para seu filho em 2023.
  • Família estava disposta a ajudar, mas compatibilidade total foi entre Arivaldo e o filho.
  • O Ministério da Saúde permite a doação de órgãos por doadores vivos, desde que haja compatibilidade.
  • A idade não é vista como um grande impedimento para doação de órgãos.
  • Arivaldo sentiu-se aliviado ao saber de sua compatibilidade e que seu rim era saudável.
  • Após o transplante, Arivaldo mantém uma vida ativa e acompanhamento médico.
  • Em 2025, o Brasil teve 4.335 doadores efetivos, mas 49,4 mil pessoas ainda aguardam transplantes.
  • Legislação permite doações entre parentes e cônjuges sem necessidade de autorização judicial.
  • Avaliação médica rigorosa é feita para doadores acima de 60 anos, visando segurança.

Agência Brasil Doadores vivos de órgãos com segurança
Doadores vivos de órgãos com segurança

Arivaldo Sampaio, aos 69 anos, doou um rim ao filho em 2023 após ele perder a função renal devido a hemodiálises frequentes. Toda a família se dispôs a ajudar, mas a compatibilidade total foi encontrada entre pai e filho.

De acordo com o Ministério da Saúde, doadores vivos podem doar um dos rins, parte do fígado, medula ou pulmões, desde que haja compatibilidade sanguínea. A idade, segundo especialistas, não é uma limitação destacada para esse tipo de doação.

Arivaldo relatou à Agência Brasil que ficou aliviado ao saber que era compatível: "Foi uma graça divina". Após exames, seu rim foi considerado saudável, permitindo a doação. "Meu filho já saiu com o rim funcionando", disse ele, destacando a qualidade do cuidado médico recebido.

Três anos depois do transplante, Arivaldo mantém uma rotina ativa, com exercícios físicos regulares e acompanhamento médico anual no Hospital Universitário de Brasília (HUB).

Em 2025, o Brasil registrou 4.335 doadores efetivos, um recorde. Ainda assim, cerca de 49,4 mil brasileiros aguardam transplantes. No que diz respeito a doadores vivos, a legislação permite doações entre parentes até o quarto grau e cônjuges sem autorização judicial.

O médico Geraldo Freitas, da Unidade de Transplantes do HUB, afirma que a avaliação médica é rigorosa, especialmente para doadores acima de 60 anos, garantindo segurança para ambas as partes. "A decisão envolve o estado de saúde e a expectativa de vida do doador", ressalta.

Fonte: Agência Brasil