Saúde

ESGOTAMENTO

Quase metade dos médicos de UTI sofre esgotamento emocional

Inquérito da Amib e CFM destaca burnout entre médicos intensivistas no Brasil.

Teresinha Ferreira

18 de setembro de 2026 às 11:49 ▪ Atualizado há 46 minutos

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  • Quase metade dos médicos em UTIs no Brasil enfrenta esgotamento mental e emocional.
  • Pesquisa da Amib e CFM revela que 46,4% dos médicos estão insatisfeitos com suas atividades.
  • A saúde mental dos médicos deve ser prioridade nas políticas públicas.
  • Médicos do sistema público enfrentam mais estresse devido às condições de trabalho.
  • Apenas 20,3% dos médicos relatam baixos níveis de esgotamento.
  • A carga horária e situações críticas são fatores-chave para o desgaste profissional.
  • 45,6% dos médicos apresentam despersonalização, afetando atendimento e comunicação.
  • Especialização médica pode reduzir esgotamento e despersonalização.

Agência Brasil Esgotamento emocional
Esgotamento emocional

Quase metade (48,5%) dos médicos em unidades de terapia intensiva (UTIs) no Brasil apresenta alto nível de esgotamento mental e emocional, segundo o Inquérito Nacional sobre a Força de Trabalho Médica das UTIs Brasileiras. O estudo foi realizado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Participaram da pesquisa 2.338 profissionais de todo o país, indicando também que 46,4% relatam insatisfação com suas atividades.

A Amib destaca que os resultados evidenciam a vulnerabilidade dos médicos à síndrome de burnout, caracterizada por exaustão emocional e distanciamento afetivo. A entidade alerta que a saúde mental dos profissionais precisa ser uma prioridade nas políticas públicas.

O diretor de Comunicação do CFM, Estevam Rivello, em coletiva de imprensa, mencionou a diferença de impacto entre médicos dos sistemas público e suplementar, sendo o primeiro mais estressante devido à estrutura e remuneração menores.

Apesar de 79,7% dos médicos requisitarem atenção à saúde emocional, apenas 20,3% indicam baixos níveis de esgotamento. A carga horária elevada e o confronto com situações críticas são apontados como causas significativas do desgaste.

O estudo também abordou a despersonalização, com 45,6% dos intensivistas relatando algum grau desse fenômeno, que prejudica a qualidade do atendimento e a comunicação nas equipes de saúde.

A pesquisa sugere que a especialização médica reduz os níveis de esgotamento e despersonalização, enquanto menos especialização eleva esses problemas.

Fonte: Agência Brasil