Saúde

VACINAÇÃO INFANTIL

Ministério recomenda vacina contra HPV para vítimas a partir de 2 anos

Medida protege crianças vulneráveis à violência sexual e amplia faixa etária de vacinação

Teresinha Ferreira

17 de setembro de 2026 às 09:44 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Ministério da Saúde recomenda vacinação contra HPV para crianças a partir de 2 anos vítimas de violência sexual.
  • A mudança foi incluída em uma nova nota técnica.
  • Anteriormente, a recomendação abrangia vítimas entre 9 e 45 anos.
  • A ampliação deve-se ao aumento de casos de abuso em menores de 9 anos.
  • Registros de violência na primeira infância cresceram significativamente de 2014 a 2024.
  • O HPV é associado a vários tipos de câncer e é um problema global de saúde pública.
  • Vítimas de violência sexual têm maior risco de contrair ISTs devido à recorrência da violência.
  • Problemas emocionais e transtornos mentais também aumentam a vulnerabilidade das vítimas.

Agência Brasil Ministério da Saúde
Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde agora recomenda a vacinação contra o HPV para crianças a partir de 2 anos que sofreram violência sexual. Essa mudança consta em nota técnica divulgada recentemente. Até então, a recomendação era para vítimas entre 9 e 45 anos.

A ampliação da faixa etária ocorre pela alta vulnerabilidade de crianças vítimas de violência e o crescimento nas notificações de abusos em menores de 9 anos. Conforme destacado, a primeira infância (0 a 4 anos) registrou um aumento significativo de casos: de 1.671 em 2014 para 7.845 em 2024. Na faixa de 5 a 14 anos, os números saltaram de 6.594 para 29.135, e entre 15 a 19 anos, de 1.632 para 6.869 notificações.

O HPV é visto como um problema global de saúde pública devido à sua alta prevalência e associação com vários tipos de câncer, incluindo os de colo do útero, pênis, vulva, vagina, canal anal e orofaringe. O vírus também causa verrugas anogenitais e pode afetar as vias aéreas superiores.

Segundo a nota, vítimas de violência sexual têm maior vulnerabilidade a infecções sexualmente transmissíveis (IST), como o HPV, devido à possibilidade de recorrência da violência.

Além disso, essas vítimas podem desenvolver problemas emocionais e transtornos mentais, o que aumenta sua suscetibilidade às ISTs ao longo da vida, ressaltou o ministério.

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Fonte: Agência Brasil