Política

BOLSA FAMÍLIA

Ministro destaca eficiência fiscal e redução da pobreza após reajuste do Bolsa Família

Wellington Dias afirmou que programa terá peso proporcionalmente menor no PIB mesmo com aumento dos benefícios

Da Redação

17 de setembro de 2026 às 13:41 ▪ Atualizado há 56 minutos

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  • O Bolsa Família terá um reajuste de 15,04% autorizado pelo presidente Lula.
  • O reajuste será financiado por economias e remanejamentos do Governo Federal.
  • O objetivo é recompor a inflação e manter o controle fiscal.
  • A modernização do Cadastro Único e integração de políticas públicas visam maior eficiência.
  • A política busca também ampliar oportunidades de geração de renda e inclusão no mercado de trabalho.
  • Aproximadamente 80% das novas vagas de emprego são ocupadas por inscritos no Cadastro Único.
  • O Bolsa Família representa agora uma participação menor no PIB devido ao crescimento econômico e redução da pobreza.

Reprodução Ministro Wellington Dias fala sobre reajuste do Bolsa Família
Ministro Wellington Dias fala sobre reajuste do Bolsa Família

Após o anúncio do reajuste de 15,04% do Bolsa Família, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou que a atualização dos benefícios foi planejada dentro de uma estratégia de maior eficiência na execução do programa. Segundo ele, o reajuste será viabilizado com recursos provenientes de economias e remanejamentos feitos em outras áreas do Governo Federal.

“Dois anos após a implementação do programa Novo Bolsa Família, o presidente Lula autorizou o reajuste de 15,04% sobre todas as parcelas do Bolsa Família. Significa recompor a inflação, mesmo baixa, das pessoas que mais precisam no Brasil”, afirmou.

Dias ressaltou que a decisão também levou em consideração a necessidade de manter o controle fiscal

“Garantir também que isso fosse feito com total eficiência fiscal, ou seja, é dinheiro do remanejamento de economias feitas em outras áreas que garante o reajuste do Bolsa Família”, declarou.

Na avaliação do ministro, a atualização dos valores ocorre paralelamente a mudanças na estrutura de gestão do programa. Ele citou a modernização do Cadastro Único e a integração de diferentes políticas públicas como mecanismos para ampliar a eficiência da proteção social.

“E também o próprio Bolsa Família, ele também com mais eficiência, o cadastro moderno, a rede SUS, a área da segurança alimentar”, disse.

Wellington Dias também destacou que a política de transferência de renda não deve se limitar ao pagamento do benefício. Segundo ele, o governo busca ampliar o acesso dos inscritos no Cadastro Único a oportunidades de geração de renda, incluindo emprego, empreendedorismo e cooperativismo.

“Eu destaco ainda as pessoas com a oportunidade de ir para o emprego, para o empreendedorismo e para o cooperativismo”, afirmou.

Relação com o mercado de trabalho

O ministro mencionou ainda a presença de pessoas inscritas no Cadastro Único entre os trabalhadores que conseguem ingressar no mercado formal. Na fala, Dias afirmou que aproximadamente 80% das vagas de emprego alcançariam pessoas desse grupo.

“Aqui, 80% aproximadamente. Parte das vagas de emprego é o povo do Cadastro Social do Bolsa Família”, declarou.

A afirmação foi apresentada por Dias como exemplo da relação entre as políticas de transferência de renda e a inclusão produtiva. O ministro defendeu que o programa também contribui para criar condições para que famílias tenham acesso a emprego e outras formas de geração de renda.

Bolsa Família deve representar parcela menor do PIB

Outro ponto destacado pelo ministro foi a relação entre o tamanho do Bolsa Família e o crescimento da economia brasileira. Dias comparou a participação dos pagamentos do programa no Produto Interno Bruto (PIB) em diferentes momentos.

“Lá atrás o programa Bolsa Família, o valor total pago correspondia a 1,5% do PIB. Mesmo com esse reajuste, a previsão é de 2027, o PIB é comparado com o Bolsa Família, o Bolsa Família ser o valor equivalente a 1,25%, ou seja, proporcionalmente abaixo do que era”, explicou.

Para Wellington Dias, a queda da participação proporcional do programa no PIB está relacionada a dois fatores: o crescimento da economia e a redução do número de pessoas em situação de pobreza.

“Por quê? Porque a economia está crescendo e porque também mais pessoas estão superando a pobreza”, afirmou.


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