Saúde

MOLA GESTACIONAL CÂNCER

Mola gestacional: entenda como pode evoluir para câncer

Daiana Nascimento descobriu a mola após gravidez e enfrentou câncer de placenta.

Teresinha Ferreira

26 de julho de 2026 às 09:15 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Daiana Nascimento, uma terapeuta ocupacional, viveu a felicidade de engravidar e a tristeza ao descobrir uma mola gestacional, que evoluiu para câncer.
  • Mola gestacional é uma anomalia de fertilização que pode causar um tumor benigno ou, em 20% dos casos, câncer de placenta maligno.
  • Existem dois tipos: mola completa (óvulo sem DNA resulta em placenta anormal) e mola incompleta (espermatozoides fecundam um óvulo normal, criando placenta anormal e embrião inviável).
  • Diagnóstico é feito por ultrassom e a condição afeta uma em cada 200 a 400 brasileiras.
  • O tratamento começa com a retirada da mola e monitoramento do hormônio HCG; a quimioterapia é necessária se o HCG não normalizar.
  • Daiana finalizou suas sessões de quimioterapia e aguarda novas tentativas de gravidez.
  • Mônica Rosa também enfrentou a doença e passou por histerectomia, destacando a importância do suporte dos familiares.
  • O apoio psicológico é fundamental, conforme observa a médica Gabriela Paiva, já que a doença é desconhecida, porém não rara.

Agência Brasil Mola gestacional ocorre devido a erros de fertilização
Mola gestacional ocorre devido a erros de fertilização

Daiana Nascimento, terapeuta ocupacional, viveu momentos de extrema felicidade e tristeza em questão de dias. Após engravidar depois de várias tentativas, descobriu que sua gestação era, na verdade, uma mola gestacional, que evoluiu para câncer.

No primeiro ultrassom, Daiana soube que sua gravidez era uma "mola", termo usado para a doença trofoblástica gestacional. É um tumor benigno que, em 20% dos casos, pode virar um câncer de placenta maligno.

Mola gestacional ocorre devido a erros de fertilização. Na mola incompleta, espermatozoides fecundam um óvulo normal, criando uma placenta anormal e um embrião inviável. Na mola completa, um óvulo sem DNA fecundado gera apenas placenta anormal.

Essa condição precisa de intervenção urgente para evitar sangramentos e possíveis complicações mais graves, como câncer de placenta, que afeta até 20% das mulheres com mola completa.

Segundo Antônio Braga, professor de obstetrícia da UFRJ, o diagnóstico geralmente é via ultrassom após a confirmação da gravidez. Ele explica que uma em cada 200 a 400 brasileiras enfrenta a doença.

O Ambulatório de Doença Trofoblástica da Maternidade Escola UFRJ é referência global, atendendo muitas pacientes semanalmente.

Tratar a mola começa com sua retirada e inclui monitoramento de HCG. Se o hormônio não normalizar após a retirada, pode indicar câncer, tratado com quimioterapia.

Daiana concluiu as sessões de quimioterapia e espera poder tentar engravidar no futuro, já que o HCG foi normalizado.

Caso similar ocorreu com Mônica Rosa, que teve que passar por uma histerectomia. O suporte de familiares e do hospital foi vital para lidar com o câncer.

Gabriela Paiva, médica, sublinha a importância de apoio psicológico para pacientes e familiares, destacando que a doença, apesar de desconhecida, não é rara.

Fonte: Agência Brasil