Saúde

HARMONIZAÇÃO FACIAL

Justiça suspende norma que inclui harmonização facial na odontologia

Decisão do TRF1 atende recurso de médicos contra resolução do Conselho de Odontologia.

Teresinha Ferreira

20 de agosto de 2026 às 18:40 ▪ Atualizado há 1 hora

Ver resumo
  • A Justiça Federal no Distrito Federal suspendeu uma resolução do Conselho Federal de Odontologia (CFO) que incluía harmonização orofacial na odontologia.
  • O recurso para suspensão foi protocolado por uma entidade representativa dos médicos.
  • O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) afirma que conselhos profissionais não podem ampliar condições para exercício profissional via resoluções.
  • José Hiran Gallo, presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), argumenta que tal ampliação sem respaldo legal compromete a saúde pública.
  • Gallo afirma que a resolução excede os limites legais da odontologia, proibindo odontólogos de realizar procedimentos invasivos estéticos fora do campo odontológico.
  • O CFO planeja recorrer da decisão, defendendo que a harmonização orofacial é uma especialidade odontológica.
  • O CFO pede que dentistas observem os limites legais enquanto a decisão é contestada.

Agência Brasil Harmonização facial na odontologia
Harmonização facial na odontologia

A Justiça Federal no Distrito Federal suspendeu a resolução do Conselho Federal de Odontologia (CFO) que reconhecia a harmonização orofacial como parte da odontologia. A suspensão veio após recurso protocolado pela entidade representativa dos médicos, conforme decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

De acordo com a decisão judicial, conselhos profissionais não têm permissão para ampliar, por meio de resoluções, as condições para o exercício das profissões. Segundo o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, tal ampliação sem respaldo legal pode comprometer a saúde pública.

"A resolução do CFO ultrapassou os limites legais de atuação da odontologia. A lei não autoriza odontólogos a realizar procedimentos invasivos com finalidade estética fora do campo próprio da profissão", declarou Gallo.

Em contrapartida, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) anunciou que pretende recorrer da decisão e defendeu que a harmonização orofacial está entre as especialidades odontológicas.

"Não cabe, portanto, confundir a existência de atos privativos da medicina com a exclusividade sobre toda intervenção na face", afirmou o CFO.

O conselho orientou os dentistas a continuarem seus trabalhos, observando os limites legais, enquanto a decisão é contestada.

Fonte: Agência Brasil