Saúde

VISTORIA

Fiscalização aponta obras atrasadas e sobrecarga de pessoal no Hospital Areolino de Abreu

Vistoria conjunta do CRM-PI e MPPI ocorreu nesta sexta-feira (24); unidade sofre com carência de médicos e falhas estruturais na maior referência psiquiátrica do Piauí.

Da Redação

24 de abril de 2026 às 17:22 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • A fiscalização no Hospital Areolino de Abreu revelou atrasos nas reformas e sobrecarga de trabalho para funcionários.
  • Há uma necessidade urgente de contratação de sete médicos plantonistas devido à alta ocupação dos 160 leitos.
  • Relatório do CRM-PI aponta condições estruturais precárias, incluindo falta de climatização e quadro de funcionários insuficiente.
  • A unidade é a maior referência em urgência psiquiátrica do estado, mas enfrenta desafios para manter a qualidade do atendimento.
  • A Secretaria de Estado da Saúde prometeu parte da reforma para abril, mas o cronograma não foi cumprido.
  • O CRM-PI encaminhará um relatório técnico solicitando medidas imediatas para regularização do hospital para evitar novos incidentes graves.
  • A fiscalização foi realizada em conjunto com o Ministério Público Estadual.

Obra no Hospital Areolino de Abreu
Obra no Hospital Areolino de Abreu

Uma fiscalização realizada nesta sexta-feira (24), no Hospital Areolino de Abreu, apontou atraso no cronograma das obras de reforma, além de uma sobrecarga  de trabalho para os funcionários e a necessidade urgente de contratação de pelo menos sete médicos plantonistas para atender à demanda da unidade, que opera com alta ocupação de seus 160 leitos.

O relatório do Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) afirmou ainda que o local apresenta péssimas condições estruturais, como a falta de climatização na cozinha e no refeitório, além de um quadro de funcionários insuficiente, o que gera desvio de funções e riscos tanto para os colaboradores quanto para os pacientes

A unidade, que é a maior referência em urgência e emergência psiquiátrica do estado, enfrenta desafios diários para manter a segurança e a qualidade do atendimento, agravados pela demora na conclusão das intervenções físicas prometidas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi).

De acordo com o CRM, em reunião anterior, a Sesapi havia se comprometido a entregar parte da reforma ainda em abril, prazo que, segundo a fiscalização, não está sendo cumprido conforme o cronograma. 

O CRM-PI encaminhará um relatório técnico aos órgãos competentes, cobrando medidas imediatas para regularizar o funcionamento do hospital. O objetivo das entidades é garantir que o Estado cumpra seu dever de promover um atendimento digno e seguro, evitando que novos incidentes graves, como a morte de um paciente registrada em fevereiro deste ano, voltem a ocorrer.

A fiscalização ocorreu em conjunto com o Ministério Público Estadual (MPPI). O portal Piauí Hoje entrou em contato com a Sesapi e o espaço segue aberto para posicionamento. 

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Fonte: CRM-PI