Saúde

Alergias respiratórias pioram com o período chuvoso

O pneumologista, Luiz Vieira, traz orientações sobre os sintomas e como se prevenir diante o aumento da umidade do ar

Da Redação

Quarta - 21/02/2024 às 10:04



Foto: Reprodução Durante a estação chuvosa há um aumento da incidência de espirros, coriza (secreção nasal), obstrução nasal (entupimento do nariz), dor com sensação de peso no rosto, dores de garganta e tosse.
Durante a estação chuvosa há um aumento da incidência de espirros, coriza (secreção nasal), obstrução nasal (entupimento do nariz), dor com sensação de peso no rosto, dores de garganta e tosse.

Com a chegada do período chuvoso e o aumento da umidade do ar é comum que algumas pessoas sofram mais com problemas respiratórios e alérgicos como asma, rinite e sinusite.

Segundo o pneumologista, João Luiz Vieira, um dos principais agravantes para estas doenças é a proliferação de mofo, uma formação de microrganismos constituídos por vários tipos de fungos que não podem ser vistos a olho nu, pois o que vemos são apenas as estruturas da formação desses organismos. Os fungos se multiplicam em ambientes úmidos e escuros, com pouca luz e pouco arejamento.

O médico explica que a umidade aumentada em decorrência das chuvas constantes, resulta em maior acúmulo do mofo nas roupas, carpetes, tapetes e livros. O mofo é um potencial indutor de inflamações nas vias aéreas superiores (narinas e seios da face) e vias aéreas inferiores (brônquios).

"Além do mofo, as chuvas podem manter os cabelos, as roupas e os sapatos úmidos por mais tempo e produzir resfriamentos das mucosas respiratórias, favorecendo também o aparecimento de viroses e infecções bacterianas", acrescentou o médico.

Médico pneumologista, João Luiz Vieira

A jornalista Alinny Maria relata que desde o início do clima úmido em Teresina, iniciou um processo inflamatório nas vias aéreas, manifestado inicialmente por espirros e coriza. No entanto, logo percebeu inchaço no rosto, nariz entupido e secreção excessiva. Além disso, enfrentou dores na garganta seguidas por uma otite, sensação de peso na cabeça e dor facial.

"Dias depois iniciei uma tosse produtiva com chiado no peito. Já fui parar na urgência e tive que tomar injeções, no entanto toda vez que chove , parece que volta tudo. Estou com muita dificuldade para dormir e não consigo respirar pelo nariz.  Hoje como o dia amanheceu chovendo, já estou toda entupida novamente, basta eu sair na frieza", relata.

Luiz Vieira afirma que estes sintomas estão associados a rinossinusites, faringites e bronquites agudas, que se intensificam nesta estação, que podem se complicar com infecções oportunistas e evoluir para pneumonias.

"As crianças e idosos sempre apresentam maior vulnerabilidade aos agravos à saúde", alerta o pneumologista.

As crianças por apresentarem as defesas imunológicas ainda em formação, os idosos por apresentarem estas defesas em desorganização pelo avançar da idade, além de poderem apresentar outros agravos à saúde que adquiriram ao longo da vida, comorbidades como o diabetes mellitus e as demências.

Para prevenir problemas de saúde no período de chuvas intensas, o médico orienta a população a proteger o corpo para não ficar úmido em decorrência das chuvas, evitando permanecer com roupas e sapatos molhados. Outra medida importante é evitar que os ambientes internos da casa fiquem úmidos e sem ventilação, pois isso aumenta a proliferação do mofo.

É importante que diante da aparição dos sintomas seja procurado um médico especialista o mais rápido possível, para que este dê o diagnóstico correto.

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