Saúde

DIREITOS HUMANOS

CDH aprova normas para atender crianças vítimas de violência sexual

Projeto de lei prevê diretrizes de atendimento no SUS para menores vítimas de abuso.

Teresinha Ferreira

15 de julho de 2026 às 15:56

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  • Aprovado projeto de lei que define diretrizes para atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual no SUS.
  • O projeto, PL 1.096/2023, altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e foi aprovado com modificações.
  • Diretrizes incluem acolhimento qualificado e ampliação de acesso a serviços de saúde mental.
  • Prioridade no atendimento psicológico foi removida para não comprometer a organização do SUS.
  • Atualmente, o SUS já oferece acolhimento e outros serviços, mas o projeto busca fortalecer a rede de atendimento.
  • Diretrizes visam acolhimento humanizado, articulação com redes de proteção, capacitação de profissionais e fortalecimento da atenção psicossocial.
  • Relatora menciona que a proposta busca garantir proteção sem comprometer a estrutura do SUS existente.

Senado Notícias O PL 1.096/2023, proposto pelo deputado Raimundo Santos (PSD-PA), foi aprovado com modificações feitas pela senadora Jussara Lima (PSD-PI)
O PL 1.096/2023, proposto pelo deputado Raimundo Santos (PSD-PA), foi aprovado com modificações feitas pela senadora Jussara Lima (PSD-PI)

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou um projeto de lei que estabelece diretrizes para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual no SUS. O projeto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O PL 1.096/2023, proposto pelo deputado Raimundo Santos (PSD-PA), foi aprovado com modificações feitas pela senadora Jussara Lima (PSD-PI) e segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS). As novas diretrizes englobam acolhimento qualificado e ampliação do acesso a serviços de saúde mental para crianças e adolescentes.

Originalmente, o projeto incluía prioridade no atendimento psicológico no SUS, mas, segundo a senadora Jussara Lima, isso poderia comprometer a organização técnica do sistema de saúde, que deve seguir critérios clínicos e protocolos.

Atualmente, normas do SUS já preveem acolhimento, exames, assistência farmacêutica e outros serviços para vítimas de violência sexual. No entanto, o projeto visa fortalecer e organizar a rede de atendimento, em vez de criar novas prioridades legais.

As diretrizes incluem acolhimento humanizado, articulação com redes de proteção e justiça, capacitação de profissionais e fortalecimento da atenção psicossocial, especialmente em áreas vulneráveis.

A proposta é garantir proteção e cuidado adequados para crianças e adolescentes, respeitando o funcionamento institucional do SUS. Segundo a relatora, isso assegura proteção efetiva sem comprometer a estrutura existente.

Fonte: Senado Notícias