Política

SEGURANÇA ELEITORAL

TSE impede alterações nos sistemas das urnas eletrônicas

Após cerimônia de assinatura digital, sistemas das urnas são lacrados e não podem ser modificados

Teresinha Ferreira

05 de agosto de 2026 às 12:12 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impede qualquer modificação nos programas das urnas eletrônicas.
  • Essa cerimônia ocorre entre agosto e setembro e encerra o desenvolvimento dos sistemas para as eleições.
  • Instituições fiscalizadoras e o presidente da Corte participam da assinatura digital dos programas para garantir sua imutabilidade.
  • Após a assinatura, nem o TSE pode alterar os sistemas, a menos que uma nova cerimônia pública ocorra.
  • A segurança é garantida com verificações durante a geração das mídias, preparação das urnas e antes da votação.
  • Procedimentos de verificação também são realizados nos equipamentos de transmissão dos boletins de urna.
  • O Teste de Integridade verifica a confiabilidade, sorteando urnas para testes com votos simulados, confirmando a integridade sem divergências por mais de 20 anos.

Agência Brasil Urnas eletrônicas
Urnas eletrônicas

A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impede qualquer modificação nos programas das urnas eletrônicas. De acordo com Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nem mesmo o tribunal pode alterar os sistemas após essa etapa. Se houver necessidade de mudanças, uma nova cerimônia pública deve ser realizada com a presença das entidades de fiscalização.

Conforme explicado pelo secretário, essa cerimônia, realizada entre agosto e setembro, encerra o desenvolvimento dos sistemas para as eleições. As instituições fiscalizadoras e o presidente da Corte participam e assinam digitalmente os programas, garantindo sua imutabilidade.

Valente esclarece que, após a assinatura, “mesmo que o TSE queira, não é possível mexer nos sistemas.” A proteção busca garantir que os programas operem inalterados até o dia da votação, a menos que uma nova lacração seja feita.

A segurança inclui ainda verificação em diferentes etapas. Durante a geração das mídias e preparação das urnas, partidos políticos e entidades fiscalizadoras conferem se os programas instalados são exatamente os lacrados. Uma conferência adicional ocorre antes do início da votação nas seções eleitorais.

O secretário destaca que procedimentos semelhantes de verificação são aplicados nos equipamentos de transmissão dos boletins de urna e nos sistemas do próprio TSE.

O Teste de Integridade das urnas eletrônicas é outro mecanismo crucial. Desde 2002, urnas são sorteadas na véspera da eleição para testes com votos simulados em ambiente controlado. A integridade do processo é confirmada pela comparação dos resultados simulados com os registros prévios, sem divergências em mais de 20 anos.

“O teste confirma a higidez do processo eleitoral informatizado brasileiro”, afirma Valente, assegurando a confiabilidade do sistema.

Fonte: Agência Brasil