Política

CANDIDATURAS REJEITADAS

TRE-RJ rejeita candidaturas por suspeita de crime organizado

Indeferimento envolve 15 candidatos, com foco em milícias e corrupção.

Teresinha Ferreira

15 de setembro de 2026 às 08:03 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • O TRE-RJ rejeitou 15 candidaturas suspeitas de laços com organizações criminosas.
  • 11 indeferimentos foram para cargos de deputado estadual.
  • Inclui também três candidatos a deputado federal e um a suplente de senador.
  • Na última sessão, oito registros foram indeferidos, cinco por "milícia de gravata".
  • Outras rejeições foram por suspeitas de envolvimento com milícias armadas.
  • Anteriormente, sete candidaturas já haviam sido rejeitadas por suspeitas similares.
  • Desembargador Claudio de Mello Tavares defende rigor na proteção da democracia.
  • Destacou a impossibilidade de permitir que criminosos acessem o poder estatal via eleições.

Agência Brasil Candidaturas por suspeita de crime organizado
Candidaturas por suspeita de crime organizado

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) rejeitou as candidaturas de 15 políticos nas eleições deste ano, suspeitos de laços com organizações criminosas. A maioria dos indeferimentos é para o cargo de deputado estadual (11 casos).

Além disso, estão incluídos três candidatos a deputado federal e um a suplente de senador. Na sessão de segunda-feira (14), oito registros foram indeferidos, sendo cinco sob a tese de "milícia de gravata", que refere-se a crimes contra a administração pública.

Outros registros foram negados por suspeitas de envolvimento com milícias armadas que atuam em controle de áreas no Rio de Janeiro. Em decisões anteriores, já haviam sido rejeitadas as candidaturas de sete outros suspeitos de relações com milícias.

Segundo o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, a posição do tribunal é clara contra tráfico de drogas e atividades paramilitares. Em nota, destacou que há rigor na proteção da democracia.

"O tribunal agiu com rigor para proteger a democracia. Não é possível permitir que as organizações criminosas se apossem das estruturas de poder do estado pela via eleitoral", afirmou Tavares.

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Fonte: Agência Brasil