Política

INDULTO

​Tarcísio promete indulto imediato a Bolsonaro se for eleito presidente

Governador de São Paulo afirma que perdão seria “primeiro ato” de governo e defende solução política via Congresso

Da Redação

Domingo - 31/08/2025 às 09:55



Foto: Alan Santos/PR Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro
Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (29) que, caso seja eleito presidente da República em 2026, concederá um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

Em entrevista ao Diário do Grande ABC, ele declarou: “Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, referindo-se às acusações e ao processo judicial que Bolsonaro enfrenta no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe contra o Estado Democrático de Direito.

Indulto e julgamento

Tarcísio, que ainda nega oficialmente a intenção de se candidatar à Presidência, disse que a prioridade continua sendo sua gestão em São Paulo. “Eu não sou candidato à presidência, vou deixar isso bem claro. Todo governador de São Paulo é presidenciável, pelo tamanho do estado, um Estado muito importante. Mas vamos pegar na história recente qual foi o governador de São Paulo que se tornou presidente da República: o último foi Jânio Quadros e o penúltimo foi Washington Luís”, disse.

O anúncio do possível indulto ocorre no momento em que o STF se prepara para julgar Bolsonaro e sete aliados, acusados de arquitetar um golpe de Estado após as eleições de 2022

A concessão de perdão antes de uma eventual condenação poderia gerar questionamentos sobre a constitucionalidade da medida e provocar reação do Supremo. Tarcísio, porém, criticou o processo, afirmando não ver elementos suficientes para a condenação do ex-presidente: “Não acredito em elementos para ele ser condenado, mas infelizmente hoje eu não posso falar que confio na Justiça, por tudo que a gente tem visto”.

Anistia, outra vez 

Além do indulto, o governador paulista defendeu a anistia como uma solução política viável, lembrando que a medida já foi utilizada em diversos momentos da história do Brasil, desde revoltas coloniais até o período pós golpe de 1964. Ele afirmou ainda que a prerrogativa de construir essa solução deve caber ao Congresso Nacional, cobrando que a Câmara paute o tema. “A gente tem falado com partidos, acredito muito em uma saída política via Congresso, e o Congresso tem que ter sua prerrogativa respeitada para construir uma solução política. Essa solução [anistia] não é novidade, esteve presente em outros momentos do Brasil”, afirmou.

A declaração de Tarcísio reforça seu alinhamento com Bolsonaro e o posiciona como uma figura de apoio à direita conservadora, ao mesmo tempo que introduz tensão entre o Executivo eleito, o STF e o Congresso.

Fonte: Diário do Grande ABC

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