Política

APOSENTADORIA

STF mantém decisão que rejeita revisão da vida toda do INSS; aposentados não terão recálculo

Supremo rejeitou recursos que tentavam reverter decisão sobre aposentadorias do INSS. Corte também manteve entendimento de que beneficiários não precisarão devolver valores já recebidos

Da Redação

16 de maio de 2026 às 08:24 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O STF decidiu manter a rejeição da "revisão da vida toda" das aposentadorias do INSS.
  • A decisão ocorreu por 8 votos a 2, com a maioria dos ministros acompanhando o relator, ministro Alexandre de Moraes.
  • A "revisão da vida toda" permitiria incluir contribuições anteriores a julho de 1994 no cálculo das aposentadorias.
  • O STF já havia decidido em março de 2024 que aposentados não poderiam escolher a regra mais vantajosa para recalcular o benefício.
  • Os ministros Dias Toffoli e Edson Fachin foram contrários à decisão, propondo a suspensão dos processos relacionados.
  • A decisão mantém que segurados não precisarão devolver valores recebidos por decisões judiciais até abril de 2024.
  • O julgamento e suas implicações continuam acompanhados por muitos aposentados, com outras ações ainda em discussão no STF.

Imagem ilustrativa cartão
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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nessa sexta-feira (15), manter a rejeição da chamada “revisão da vida toda” das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão foi tomada pelo plenário da Corte, que rejeitou recursos apresentados contra o entendimento firmado anteriormente sobre o tema.

Por 8 votos a 2, os ministros acompanharam o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que afirmou não haver irregularidades na decisão anterior que derrubou a tese da revisão.

A decisão embargada não apresenta nenhum desses vícios. O ofício judicante realizou-se de forma completa e satisfatória, não se mostrando necessários quaisquer reparos.

Votaram no mesmo sentido os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, André Mendonça, Luiz Fux, Flávio Dino e Nunes Marques.

Já os ministros Dias Toffoli e Edson Fachin divergiram e votaram pela suspensão dos processos relacionados à revisão da vida toda até uma decisão definitiva do plenário do STF.

A “revisão da vida toda” permitia que aposentados incluíssem no cálculo do benefício contribuições feitas antes de julho de 1994, o que poderia aumentar o valor da aposentadoria para parte dos segurados. No entanto, em março de 2024, o STF decidiu que os beneficiários não têm direito de escolher a regra mais vantajosa para recalcular o benefício.

Apesar da decisão desfavorável aos aposentados, o Supremo manteve o entendimento de que segurados não precisarão devolver valores recebidos por meio de decisões judiciais até 5 de abril de 2024, data em que foi publicada a ata do julgamento que derrubou a tese da revisão.

O julgamento ocorreu no plenário virtual da Corte e encerrou mais uma etapa da disputa judicial sobre o tema, que vinha sendo acompanhada por milhares de aposentados em todo o país. Ainda assim, outras ações relacionadas à revisão seguem em discussão no STF.

Fonte: Agência Brasil



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