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Câmara de São Luís promulga lei que proíbe mulheres trans de usarem banheiros femininos

Texto aprovado pela Câmara Municipal passou a valer após ausência de sanção da Prefeitura; Defensoria Pública classificou medida como retrocesso

Da Redação

16 de maio de 2026 às 09:43 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A Câmara Municipal de São Luís promulgou uma lei que proíbe mulheres trans de usarem banheiros femininos em órgãos públicos e instituições privadas.
  • A lei foi promulgada após a Prefeitura não sancionar o projeto dentro do prazo legal.
  • A autoria do projeto é do vereador Marquinhos (União Brasil) e foi aprovada em dois turnos pelo Legislativo municipal.
  • A norma se aplica a escolas, órgãos públicos, shoppings, supermercados e determina a identificação dos espaços como masculino, feminino ou familiar.
  • O vereador defende que a medida busca garantir proteção e segurança para mulheres.
  • Entidades de direitos humanos criticam a lei, afirmando que é um retrocesso, pode causar constrangimento, exclusão social e violar princípios constitucionais como dignidade, igualdade e não discriminação.

Nova legislação em São Luís também inclui vestiários e espaços similares destinados ao público feminino
Nova legislação em São Luís também inclui vestiários e espaços similares destinados ao público feminino

A Câmara Municipal de São Luís promulgou, na última quarta-feira (13), uma lei que proíbe mulheres trans de utilizarem banheiros femininos, vestiários e outros espaços destinados ao público feminino em órgãos públicos e instituições privadas da capital maranhense. A medida passou a valer após a Prefeitura não sancionar o projeto dentro do prazo previsto por lei.

O texto é de autoria do vereador Marquinhos (União Brasil) e havia sido aprovado em dois turnos pelo Legislativo municipal. Com o fim do prazo sem manifestação do Executivo, a promulgação foi realizada pelo presidente da Câmara, Paulo Victor, durante sessão legislativa.

Segundo a nova legislação, a restrição vale para escolas, órgãos da administração pública, shoppings, supermercados e estabelecimentos semelhantes da cidade. A norma também determina que os espaços sejam identificados como masculino, feminino ou familiar.

Durante a tramitação do projeto, o vereador autor da proposta afirmou que a medida busca “garantir proteção e segurança às mulheres” em espaços íntimos e coletivos.

A lei, no entanto, gerou críticas de entidades ligadas aos direitos humanos. O Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Maranhão classificou a medida como um retrocesso e afirmou que ela pode gerar constrangimento, exclusão social e violar princípios constitucionais, como dignidade da pessoa humana, igualdade e não discriminação.

Fonte: G1



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