Política

Investigação STF

STF apura emendas para produtora de filme sobre a vida de Jair Bolsonaro

Investigação sobre recursos para ONG ligada a cinebiografia de Bolsonaro será sigilosa.

Teresinha

15 de maio de 2026 às 21:09 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O ministro Flávio Dino do STF abriu uma investigação preliminar sobre emendas parlamentares destinadas a ONGs ligadas a um filme sobre Jair Bolsonaro.
  • A investigação foi solicitada pela deputada Tabata Amaral e também denunciada pelo deputado Pastor Henrique Vieira.
  • Deputados Marcos Pollon, Mário Frias e Bia Kicis foram mencionados por destinar emendas a entidades ligadas à produtora do filme.
  • Dino notificou os deputados para explicarem a destinação das emendas. Pollon e Kicis negaram vínculos diretos com a produtora.
  • Mário Frias não foi localizado para notificação, e a Câmara foi solicitada a fornecer seus endereços.
  • The Intercept relatou que Flávio Bolsonaro pediu financiamento privado para o filme, o que ele negou ser indevido.

STF apura emendas para produtora de filme sobre a vida de Jair Bolsonaro

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma investigação preliminar para apurar o envio de emendas parlamentares para ONGs ligadas à produtora do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A apuração vai tramitar de forma sigilosa. Em abril, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) solicitou ao Supremo providências sobre o envio de recursos de emendas parlamentares para as entidades, fato que poderia configurar desvio de finalidade na aplicação de recursos públicos.

Posteriormente, o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) também denunciou o caso. Segundo os parlamentares, os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Mário Frias (PL-SP) e Bia Kicis (PL-SP) enviaram emendas para o Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura.

As duas entidades pertencem ao mesmo grupo de ONGs, ligadas à produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, ainda não lançado. Após receber o pedido de providências, o ministro Flávio Dino notificou os deputados para explicarem a destinação das emendas. Pollon e Bia Kicis negaram o envio direto de recursos para a produtora do filme.

O deputado Mário Frias também deveria ser notificado, mas não foi encontrado pelo oficial de Justiça enviado pelo Supremo. Diante disso, Dino pediu que a Câmara dos Deputados informe os endereços residenciais de Frias em São Paulo e Brasília. Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, com emendas em 2024 e 2025.

The Intercept revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre seu pai. O senador negou qualquer vantagem indevida e afirmou que os recursos eram privados.

Fonte: Agência Brasil



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