Política

Riscos no setor de telecom

Sinttel-PI destaca riscos aos trabalhadores de telecomunicações

Sessão na Alepi discute segurança e qualificação no setor

Da Redação

24 de agosto de 2026 às 13:02 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A expansão da Internet no Piauí trouxe desafios de qualificação e segurança para trabalhadores de telecomunicações.
  • Em sessão na Assembleia Legislativa, celebraram-se os 60 anos do Sinttel-PI, proposto por Francisco Limma.
  • Entre 2018 e 2020, ocorreram oito mortes em acidentes de trabalho no setor; acidentes ainda são frequentes.
  • Cochise Ferreira da Silva destacou a necessidade de formação profissional com o crescimento do setor.
  • Existem mais de 5 mil CNPJs de telecomunicações no Piauí, e pequenos provedores foram cruciais em regiões remotas.
  • É vital investir em programas de qualificação devido à digitalização e à inteligência artificial no setor.
  • Desde 1966, o Sinttel-PI acompanha mudanças tecnológicas, hoje representando 1.958 trabalhadores.
  • A proteção dos trabalhadores é essencial à medida que a Internet se torna infraestrutura crítica.

A expansão da Internet e dos provedores locais no Piauí aumentou a conectividade, mas também os desafios de qualificação e segurança para os trabalhadores do setor de telecomunicações. Em sessão solene na Assembleia Legislativa do Piauí, na última segunda-feira (24), foram discutidas questões importantes sobre essa temática. O evento marcou os 60 anos do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado do Piauí (Sinttel-PI), com proposta do vice-presidente da Casa, Francisco Limma (PT).

Dados do sindicato mostram que oito trabalhadores morreram em acidentes de trabalho no setor entre 2018 e 2020. Embora não haja novos registros de mortes nos últimos seis anos, o Sinttel-PI relata o recebimento de informações sobre dois a três acidentes por mês. “Não podemos ver esses acidentes como normais. Nenhuma conexão vale uma vida”, afirmou Limma.

O presidente do Sinttel-PI, Cochise Ferreira da Silva, destacou a importância de ampliar a formação profissional conforme o setor cresce. Segundo levantamento, existem mais de 5 mil CNPJs ligados a atividades de telecomunicações no estado. “Os pequenos provedores foram fundamentais para levar internet a áreas remotas, mas precisamos garantir segurança e qualificação”, comentou Cochise.

Limma ressaltou que a digitalização e a inteligência artificial estão transformando o setor, enfatizando que programas de qualificação e requalificação são essenciais para acompanhar essas mudanças. “A tecnologia avança, e o trabalhador deve acompanhar esse avanço. Não podemos deixar pessoas para trás”, alertou.

O Sinttel-PI, criado em 1966, acompanha as transformações tecnológicas desde a telefonia convencional até a era do 5G. Atualmente, o sindicato representa cerca de 1.958 trabalhadores de várias empresas do setor. “Internet é infraestrutura essencial, e precisamos proteger quem torna essa conexão possível”, concluiu Limma.

Fonte: Assembleia Legislativa do Piauí