DECLARAÇÃO
Da Redação
24 de agosto de 2026 às 13:42 ▪ Atualizado há 55 minutos
Cristian Cravinhos, condenado pela participação no assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. Condenado a 38 anos e seis meses de prisão pela participação no duplo homicídio ocorrido em 2002, Cristian afirmou que pretende votar no número 22 para diminuir os crimes e a impunidade no Brasil.
“Cara, eu voto 22 para ter um Brasil mais lúdico, onde a educação é valorizada e a saúde também. Cara, acho que chega de impunidade, a impunidade que realmente existe. Chega de escola ruim, chega de hospital ruim. Acho que a cidade precisa um pouco muito mais de segurança, muito mais de escola e muito mais de saúde para chegar no futuro melhor”, afirmou.
Cristian Cravinhos diz que pretende disputar eleição
Além de declarar apoio a Flávio Bolsonaro, Cristian Cravinhos afirmou que tem interesse em disputar uma eleição no futuro e ocupar um cargo público.
Questionado sobre a possibilidade de entrar para a política, ele disse que considera a candidatura uma forma de contribuir com a sociedade.
“Eu acho que vai ser o único meio da gente tentar fazer alguma coisa em vida. É se candidatar em alguma coisa, ou prefeito, senador, para qualquer coisa, para poder tentar fazer a nossa parte como cidadão”, respondeu.
A declaração foi feita enquanto Cristian respondia perguntas de seguidores em uma publicação nas redes sociais.
Caso Richthofen
Cristian Cravinhos participou do assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, pais de Suzane von Richthofen, em outubro de 2002. O crime ocorreu na residência da família, em São Paulo, e teve grande repercussão nacional.
Cristian atuou no crime ao lado do irmão, Daniel Cravinhos, e de Suzane. Ele foi condenado a 38 anos e seis meses de prisão pela participação no assassinato.
Após cumprir parte da pena, Cristian passou ao regime aberto e iniciou uma tentativa de reconstrução da vida fora do sistema prisional.
Nos últimos anos, sua história voltou a receber atenção pública, especialmente após a repercussão da produção audiovisual “Tremembé”, que abordou histórias de detentos envolvidos em crimes de grande repercussão no país.
Vida após a prisão
Depois de deixar a prisão, Cristian também tentou obter renda por meio da produção e venda de pinturas realizadas durante o período em que esteve encarcerado.
Mais recentemente, passou a produzir conteúdo para as redes sociais e a explorar comercialmente a notoriedade adquirida por causa do caso Richthofen.
A declaração de apoio a Flávio Bolsonaro ocorre nesse contexto de exposição pública de Cristian, que voltou a ganhar visibilidade nas redes sociais e passou a compartilhar aspectos de sua rotina e de sua vida após o cumprimento da pena.
Fonte: Revista Fórum
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