Política

REFORMA TRABALHISTA

Senado aprova PEC que extingue escala 6x1 e altera jornada de trabalho

Proposta reduz jornada semanal para 40 horas e segue para votação no Plenário

Teresinha Ferreira

02 de setembro de 2026 às 18:24 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A CCJ do Senado aprovou uma PEC para extinguir a escala 6x1, mudando a jornada de trabalho para até 40 horas semanais.
  • A PEC 221/2019 prevê no máximo oito horas de trabalho diário, com dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um preferencialmente domingo.
  • A proposta foi aprovada na Câmara e avança no Senado com tramitação especial.
  • A aprovação final requer três quintos dos votos dos senadores em dois turnos.
  • Modificações e ajustes podem ocorrer conforme observado pelo relator Omar Aziz.
  • Debate no Senado destacou impacto para 37 milhões de trabalhadores e possíveis desafios econômicos.
  • A aplicação será gradual e sem redução de salários, afetando contratos vigentes, empresas e servidores públicos.
  • O texto precisa passar por cinco sessões de discussão no Plenário antes da votação final.

Senado Notícias Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a proposta de emenda à Constituição que extingue a escala 6x1, modificando a jornada de trabalho para até 40 horas semanais. O texto segue para votação no Plenário.

A PEC 221/2019, sob relatoria do senador Omar Aziz (PSD-AM), prevê um máximo de oito horas de trabalho por dia, com compensação e redução de jornadas por acordo coletivo. O projeto estabelece dois dias de repouso semanal remunerado sem cortes salariais, sendo um preferencialmente aos domingos.

A proposta, já aprovada simbolicamente na Câmara em maio, foi rechaçada por senadores como Rogério Marinho (PL-RN) e outros, mas avançou na CCJ com tramitação especial para acelerar sua apreciação no Plenário.

A PEC requer três quintos dos votos dos senadores em dois turnos para aprovação. Modificações podem ocorrer em futuras propostas e ajustes se fazem necessários, frisou o relatório de Omar Aziz.

Durante os debates, senadores manifestaram apoio, destacando o impacto positivo para mais de 37 milhões de trabalhadores. Entretanto, ressalvas foram feitas por alguns que alertaram para potenciais desafios econômicos.

O novo regime se aplicará a contratos vigentes sem redução salarial e prevê transição gradual para as novas jornadas, impactando especialmente empresas e servidores públicos.

O último passo é a aprovação em Plenário, onde o texto precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação final.

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Fonte: Senado Notícias