Política

ALVO DA PF

“Sempre andei no caminho correto”, afirma Ciro Nogueira ao rebater acusações

Senador piauiense diz que acusações não vão abalar sua trajetória política e que está de "consciência tranquila”

Da Redação

12 de maio de 2026 às 09:40 ▪ Atualizado há 1 hora


Ciro Nogueira se pronuncia pela primeira vez desde a operação da Polícia Federal
Ciro Nogueira se pronuncia pela primeira vez desde a operação da Polícia Federal

O senador Ciro Nogueira (PP) se pronunciou pela primeira vez após a operação da Polícia Federal realizada na semana passada em Brasília. Em vídeo publicado nesta terça-feira (12) em suas redes sociais, ele afirmou que é alvo de uma “perseguição política” por ser um dos líderes da oposição ao governo federal. O parlamentar negou qualquer irregularidade e criticou a condução das investigações.

Logo no início do pronunciamento, Ciro questionou o fato de a operação ter começado por um “líder da oposição” e relembrou uma investigação da PF ocorrida em 2018, às vésperas das eleições.

“Em 2018, dez dias antes das eleições, eu fui alvo de uma operação da Polícia Federal igual a que aconteceu na semana passada aqui em Brasília”, afirmou. Segundo ele, na época foi acusado injustamente de receber dinheiro ilícito, atuar em favor de empresas no Congresso e praticar caixa dois.

O senador disse que, após as investigações, a Procuradoria-Geral da República (PGR) concluiu que não havia elementos suficientes para sustentar as acusações. “A PGR não viu elementos suficientes para sustentar a acusação, nem indícios mínimos”, declarou.

Durante a fala, Ciro voltou a negar qualquer envolvimento em irregularidades. “Nunca recebi nenhum valor ilícito ou cometi qualquer irregularidade, seja neste caso ou em qualquer outro”, disse.

O parlamentar também saiu em defesa das empresas da família e rebateu suspeitas envolvendo movimentações financeiras do Banco Master. Segundo ele, os valores citados representam menos de 1% do faturamento das empresas.

“Nós temos uma rede concessionária de motocicletas que fatura em torno de R$ 400 milhões por ano. E me acusam de depósito de R$ 3 milhões nessa empresa. Isso é absolutamente comum em uma empresa dessas”, disse.

Ciro afirmou ainda que toda a movimentação financeira possui registro contábil e pode ser auditada. “Tudo com nota fiscal. Tudo descrito em contabilidade, que uma auditoria pode ser feita por quem quiser”, ressaltou.

O senador também comentou a chamada “emenda master”, relacionada ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), tema citado nas investigações. Segundo ele, o fundo é privado e não utiliza recursos da União.

“Quem financia o fundo são os bancos. Não é a União. Não tem recursos públicos”, afirmou. O parlamentar defendeu a atualização do limite de cobertura do FGC e anunciou que irá reapresentar uma emenda para corrigir os valores pela taxa Selic.

Durante o pronunciamento, Ciro Nogueira também fez críticas ao PT e ao governo do Piauí. Ele citou a Operação Carbono Oculto, conduzida pela Polícia Civil do estado, e afirmou que tentaram associar seu nome ao caso.

“Essas coisas não surgem por acaso. Acontece porque estamos no ano eleitoral”, declarou.

Ao final do pronunciamento, o senador afirmou que seguirá atuando politicamente no estado e disse que não será intimidado pelas investigações.

“Eu não sou um senador de oposição ao estado. Eu sou um senador de posição. A minha posição foi e continuará sendo trabalhar politicamente para fortalecer nossos municípios e melhorar a vida das pessoas”, declarou.

Em seguida, Ciro afirmou que as acusações fazem parte de uma tentativa de perseguição política e disse confiar no julgamento da população piauiense.

“Eu sei que isso incomoda. Incomoda lá, incomoda aqui. Mas se alguém imagina que esse tipo de perseguição vai me intimidar de alguma maneira, eu quero deixar bem claro: o povo não é bobo. Os piauienses sabem distinguir muito bem o que é errado do que é certo”, afirmou.

O senador também declarou que sempre atuou de forma correta na vida pública. “Eu sempre andei no caminho das coisas corretas, porque a coisa mais correta que se tem na vida pública é fazer o bem para o povo”, disse.

"Todos os políticos, em algum grau, já sofreram. Ainda mais o presidente de um grande partido com muita influência, como é o meu caso. Eu não serei o primeiro nem serei o último”, declarou.

O parlamentar afirmou ter “consciência tranquila” e disse acreditar que conseguirá provar inocência mais uma vez. “Na hora de comprovar, não conseguiram e não conseguirão. Sei que até lá o dano à minha honra já foi causado. Mas eu tenho a consciência tranquila”, afirmou.

Encerrando a fala, o senador disse confiar no apoio da população do estado e classificou as acusações como “um roteiro absurdo de ficção”.

“O povo do Piauí me conhece. Sabe que isso não passa de um roteiro absurdo de ficção contra mim. Com o tempo e com os fatos, nós vamos desmascarar mais essas mentiras de quem tenta me parar”, concluiu.

Veja o pronunciamento:

Fonte: Portal Piauí Hoje



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