DECLARAÇÃO

Rafael diz que Bolsonaro quer enganar o povo com "fake" de privatização da Petrobras

O pré-candidato a governador disse que é 'fake news' do governo o discurso de que vai tentar privatizar a estatal


Pré-candidato a governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT)

Pré-candidato a governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT) Foto: Roberto Araujo

O pré-candidato a governador do Piauí Rafael Fonteles (PT) declarou que a volta da discussão de possível privatização da Petrobrás por parte do Governo Federal é “tentativa de enganar a população”. Na terça-feira (11), o novo ministro de Minas e Energias, Adolfo Sachsida, fez um pronunciando anunciando o pedido de estudos sobre a eventual privatização da Petrobras e da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) – estatal responsável por gerir os contratos da União no pré-sal. Ele informou que a decisão conta com o apoio do presidente Jair Bolsonaro.

Fonteles, que foi secretário da Fazenda do Estado e presidente da COMSEFAZ – Conselho de Secretários de Fazenda, afirmou que o governo quer focar na questão tributária, e não mexe na raiz do problema, que é a política de preços adotada pela empresa estatal.

“É mais uma tentativa de enganar a população, os caminhoneiros, quem está sofrendo com a gasolina de R$ 8,00, querendo colocar de novo o debate para a questão tributária, ou mudança do ministro, ou do presidente [da Petrobrás], e não foca na solução do problema, que é a mudança da política de preço da Petrobrás. A população está sofrendo com o óleo diesel caro, com o gás de cozinha caro, com a gasolina cara, único e exclusivamente porque o presidente atual não impõe a mudança da política de preços”, disse Rafael Fonteles.

A empresa anunciou lucro recorde de mais de 3.000% no primeiro trimestre de 2022. Na contramão disso, os preços vêm subindo constantemente. O último reajuste aconteceu em 11 de março. No entanto, a empresa não descarta subir novamente os preços em virtude da defasagem do preço administrado no mercado.

Rafael Fonteles critica a política de preços que permite um lucro de R$ 44 bilhões para os acionistas da empresa, boa parte deles, estrangeiros, enquanto a população se depara com preços altos e inflação em vários produtos por consequência dessa política. Ele também pontua que outros países estão revendo as suas políticas.

“O governo que indica e tem a maioria das ações, então é um absurdo você ter a Petrobrás distribuindo R$ 44 bilhões em um trimestre, se multiplicar por quatro, para dar num ano, vai dar mais de R% 150 bilhões de reais para lucros de acionistas. A maioria deles estrangeiros. Então é um contrassenso absurdo, a população que está financiando esse lucro. Então isso tem que ser revisto como já foi em vários países do mundo, como aqui nós já tivemos uma Petrobrás lucrativa, mas que não penalizava o povo brasileiro com tamanho descalabro”, pontuou.

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