Política

PLANO DE GOVERNO

Rafael Fonteles quer ampliar rede de proteção às mulheres e zerar feminicídios

Plano de governo prevê reforço de serviços especializados, Patrulha Maria da Penha e ações para ampliar autonomia econômica feminina

Da Redação

08 de agosto de 2026 às 11:44 ▪ Atualizado há 3 horas

Ver resumo
  • A Lei Maria da Penha, nº 11.340, completa 20 anos, sendo crucial no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil.
  • A data destaca debates sobre prevenção e proteção às vítimas, além de propostas para expandir a rede de atendimento.
  • No Piauí, o governador Rafael Fonteles apresenta medidas para fortalecer políticas de proteção às mulheres, focando na prevenção à violência e no combate ao feminicídio.
  • As propostas incluem expandir o atendimento especializado, fortalecer serviços existentes e iniciativas como o Ônibus Lilás e a Patrulha Maria da Penha.
  • Na segurança pública, a proposta prevê ações integradas para combater a violência de gênero através de prevenção, inteligência e monitoramento.
  • É destacada também a autonomia econômica feminina com acesso ao crédito, qualificação profissional e incentivo ao empreendedorismo.
  • A meta é reduzir feminicídios e fortalecer a independência financeira das mulheres em situação de vulnerabilidade.
  • A Lei Maria da Penha foi sancionada em 2006 e reconhece cinco formas de violência contra a mulher, estabelecendo medidas protetivas e de responsabilização dos agressores.
  • A legislação foi atualizada ao longo dos anos para ampliar a proteção e fortalecer os instrumentos de combate à violência contra a mulher.

Divulgação Patrulha Maria da Penha faz o acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas
Patrulha Maria da Penha faz o acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas

A Lei Maria da Penha, de nº 11.340, completou 20 anos nessa sexta-feira (7). Criada em 2006, a legislação se tornou um dos principais instrumentos de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. A data é marcada por debates sobre prevenção e proteção às vítimas e também por propostas para ampliar a rede de atendimento.

No Piauí, o plano de governo do governador e candidato à reeleição Rafael Fonteles apresenta medidas voltadas ao fortalecimento das políticas de proteção às mulheres, com foco na prevenção da violência, no combate ao feminicídio e na ampliação da autonomia econômica feminina.

Entre as propostas está a expansão do atendimento especializado nos municípios e o fortalecimento dos serviços já existentes. O plano também prevê ampliar iniciativas itinerantes, como o Ônibus Lilás, além de reforçar a atuação da Patrulha Maria da Penha, responsável pelo acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas.

Na área da segurança pública, a proposta prevê ações integradas para combater a violência de gênero, com investimentos em prevenção, inteligência e monitoramento para auxiliar na identificação de situações de risco e na atuação dos órgãos de segurança.

Outra frente apresentada é a autonomia econômica das mulheres. A proposta inclui iniciativas de acesso ao crédito, qualificação profissional e incentivo ao empreendedorismo feminino. A ideia é ampliar as condições de independência financeira, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade.

“Proteger a vida das mulheres é um compromisso permanente. Vamos fortalecer a rede de atendimento, a Patrulha Maria da Penha, a Casa da Mulher Brasileira, investir na prevenção e criar mais oportunidades para que as mulheres tenham autonomia e segurança para viver sem violência. Já reduzimos muito as mortes, mas a meta é zerar os feminicídios”, afirmou Rafael Fonteles.

Lei Maria da Penha completa 20 anos

Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha estabelece mecanismos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher.

A legislação reconhece cinco formas de violência: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. A lei também estabelece medidas protetivas de urgência e mecanismos para responsabilização dos agressores.

Ao longo de duas décadas, a legislação passou por atualizações para ampliar a proteção às vítimas e fortalecer os instrumentos de enfrentamento à violência contra a mulher.