Política

ARQUIVAMENTO

PGR pede arquivamento de depoimento sobre ameaças a Vorcaro

Ex-banqueiro afirmou ter sofrido intimidações durante negociação de delação.

Teresinha Ferreira

03 de setembro de 2026 às 09:54 ▪ Atualizado há 52 minutos

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  • A PGR pediu o arquivamento do depoimento de Daniel Vorcaro sobre "graves intimidações" em negociações de delação premiada.
  • O depoimento foi colhido por um juiz do STF após solicitação de Vorcaro.
  • Vorcaro está preso e o caso está sob o relator ministro André Mendonça.
  • A PGR afirmou que não há provas das ameaças relatadas por Vorcaro.
  • Vorcaro tenta reabrir negociações de delação, recusadas pela PF e PGR.
  • Investigadores alegam que Vorcaro não apresentou novas informações ou reconhecimento de crimes.
  • A PGR pediu a anulação de um relatório da PF com mensagens entre Vorcaro e Moraes.
  • O procurador-geral Paulo Gonet argumentou falta de autorização do plenário do STF para aprofundar a investigação.
  • O plenário do STF ainda analisará o caso, sem data definida.

Agência Brasil PGR
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou o arquivamento do depoimento em que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro relatou ter sofrido "graves intimidações" durante negociações para um acordo de delação premiada. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira (2).

O depoimento, tomado na semana passada por um juiz auxiliar do Supremo Tribunal Federal (STF), veio após requerimento da defesa de Vorcaro, que está preso. O ministro André Mendonça é o relator do caso Master.

No parecer ao STF, a PGR afirmou que Vorcaro não apresentou evidências das alegadas ameaças. O ex-banqueiro tenta reabrir as negociações para o acordo de delação, que já foi recusado duas vezes pela Polícia Federal (PF) e pela própria PGR.

Os investigadores consideraram que Vorcaro não trouxe novidades sobre o material já apreendido e não reconheceu cometimento de crimes.

Além disso, a PGR solicitou a anulação do relatório da PF que revelou mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O procurador-geral Paulo Gonet alegou que a investigação foi aprofundada sem autorização do plenário do STF.

O caso ainda será analisado pelo plenário do Supremo, mas a data não foi definida.

Fonte: Agência Brasil