Política

Educação e desafios

Pesquisa aponta violência como principal desafio em escolas

Estudo revela que 71,7% dos gestores enfrentam dificuldades no combate a violências como bullying e racismo.

Da Redação

06 de maio de 2026 às 21:01 ▪ Atualizado há 2 dias

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  • 71,7% dos gestores de escolas públicas relatam dificuldades em dialogar sobre violências como bullying, racismo e capacitismo.
  • A pesquisa foi realizada com 136 gestores de 105 escolas e divulgada pela Fundação Carlos Chagas e o Ministério da Educação.
  • O estudo destaca a complexidade de lidar com violência escolar e a necessidade de preparo e planejamento.
  • Há dificuldades em envolver famílias e comunidades no processo educativo.
  • Uso inadequado do termo bullying pode esconder problemas específicos como racismo.
  • Mais da metade das escolas não realizam diagnósticos estruturados do clima escolar.
  • 67,6% das escolas têm equipes destinadas a melhorar o ambiente escolar.
  • Um clima escolar positivo é essencial para o desempenho pedagógico de qualidade e equidade.
  • A pesquisa coincide com a recriação de um grupo de trabalho do MEC para combater bullying e preconceito, com prazo de 120 dias para apresentar propostas.

Pesquisa aponta violência como principal desafio em escolas

Sete em cada dez gestores de escolas públicas (71,7%) relatam dificuldade em dialogar sobre o enfrentamento às violências, como bullying, racismo e capacitismo. Esse é o maior desafio observado por uma pesquisa sobre clima escolar realizada com 136 gestores de 105 escolas públicas.

O levantamento foi divulgado pela Fundação Carlos Chagas (FCC) em parceria com o Ministério da Educação (MEC), visando fundamentar o novo Guia de Clima Escolar Positivo para Equipes Gestoras.

Coordenador do estudo, o pesquisador Adriano Moro destaca a complexidade de lidar com violências escolares, ressaltando a necessidade de preparo e ações bem planejadas. Ele menciona a naturalização da violência como um problema, onde agressões podem ser vistas erroneamente como brincadeiras.

Além disso, muitas escolas enfrentam desafios fora de seus muros, com dificuldade em envolver famílias e comunidades no processo educativo.

Adriano Moro ainda ressalta o uso inadequado do termo bullying, que muitas vezes esconde problemas específicos como racismo e xenofobia. Para combater isso, ele advoga por um clima escolar positivo que permita ações preventivas e colaborativas.

Mais da metade das escolas não realizam diagnósticos estruturados do clima escolar, e 67,6% possuem equipes para melhorar o ambiente, enquanto o restante deixa essa tarefa à gestão.

O pesquisador salienta a forte relação entre clima escolar positivo e desempenho pedagógico, afirmando que um ambiente acolhedor é essencial para a aprendizagem com qualidade e equidade.

A pesquisa abrangeu escolas em dez estados brasileiros e coincide com a recriação de um grupo de trabalho do MEC para combater bullying e preconceito, com prazo de 120 dias para apresentar propostas.

Fonte: Agência Brasil



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