Política

JUIZ IMPARCIAL

Partidos de esquerda articulam pedido de impeachment de André Mendonça

André Mendonça está sendo acusado de agir com parcialidade em favor de "amigos" bolsonarista, incluindo Flávio Bolsonaro

Da Redação

08 de setembro de 2026 às 18:04 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Juliano Medeiros, presidente do PSOL-Rede, está consultando partidos de esquerda sobre um pedido de impeachment do ministro do STF André Mendonça.
  • Medeiros critica Mendonça, comparando-o a Sergio Moro, por alegadamente ultrapassar suas funções e usar decisões para fins políticos.
  • Mendonça é associado ao grupo político de Jair Bolsonaro por Medeiros, que defende uma reação dos partidos de esquerda.
  • Recentemente, Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues da Polícia Federal, intensificando uma crise no STF.
  • A AGU pretende contestar a decisão, alegando que fere a competência do presidente Lula.
  • A maioria da Segunda Turma do STF decidiu manter o afastamento de Andrei Rodrigues, mesmo após um pedido de vista de Gilmar Mendes.

Foto: reprodução André Mendonça e Daniel Vorcaro.
André Mendonça e Daniel Vorcaro.

O presidente da federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, afirmou nesta terça-feira (8) que iniciou uma consulta a outros partidos de esquerda para discutir a apresentação de um pedido coletivo de impeachment do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Como presidente da federação PSOL-Rede estou iniciando uma consulta aos demais partidos da esquerda sobre um pedido coletivo de impeachment de André Mendonça”, escreveu Medeiros nas redes sociais.

Na sequência, o dirigente partidário fez duras críticas à atuação do ministro e o comparou ao ex-juiz Sergio Moro. Segundo Medeiros, Mendonça estaria ultrapassando os limites de suas atribuições e utilizando decisões judiciais com objetivos políticos.

“Mendonça é novo Sérgio Moro: passa de todos os limites das suas atribuições, faz política com decisões judiciais e blinda seus aliados. Tudo para interferir no resultado das eleições”, afirmou.

Medeiros também associou a atuação do ministro ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro e defendeu uma reação dos partidos de esquerda.

“É evidente que o aliado dos Bolsonaro vai fazer de tudo pra recolocar o seu grupo político no poder, custe o que custar. Precisamos impedi-lo”, declarou.


A manifestação ocorre em meio ao aumento da tensão envolvendo Mendonça, a Polícia Federal e outros integrantes do STF. Nesta terça, o ministro determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do comando da PF, decisão que ampliou a crise institucional em torno da Corte.

A Advocacia-Geral da União (AGU) vai contestar a medida no STF, segundo apuração do ICL Notícias. O órgão argumentará que a decisão monocrática viola uma competência privativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Também nesta terça, porém, a Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento de Andrei. Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam Mendonça, relator do caso, formando um placar de 3 a 0 pela manutenção da medida.

A maioria foi alcançada mesmo após Gilmar Mendes pedir vista e interromper o julgamento. A sessão virtual extraordinária começou às 10h e, cinco minutos depois, Gilmar solicitou mais tempo para analisar o processo. Fux e Nunes Marques, no entanto, anteciparam seus votos e acompanharam Mendonça.





Fonte: ICL