Política

ELEIÇÕES 2026

MP Eleitoral contesta mais de mil candidaturas para 2026

TSE barra candidatura de Pablo Marçal à Presidência após pedido do MP

Teresinha Ferreira

15 de setembro de 2026 às 09:00 ▪ Atualizado há 2 horas

Ver resumo
  • O Ministério Público Eleitoral contestou mais de mil registros de candidatura para as eleições de 2026, cerca de 5% dos quase 21 mil pedidos recebidos.
  • O TSE barrou a candidatura de Pablo Marçal à Presidência por falta de comprovação de filiação partidária e inelegibilidade até 2032.
  • Marçal não trocou o partido a tempo e foi condenado por uso indevido de comunicação em 2024.
  • A Justiça Eleitoral já negou 309 registros; 829 aguardam julgamento de recursos.
  • Impugnações podem ocorrer por problemas como falta de quitação eleitoral e inelegibilidade.
  • Outras entidades, além do MP, também podem contestar registros.
  • Casos notáveis: Binho Galinha na Bahia e José Roberto Arruda no DF foram impedidos devido a envolvimento com crimes.
  • Eduardo Cunha em Minas Gerais teve registro negado por cassação anterior.
  • A cota de gênero não foi cumprida em 100 casos, levando a indeferimentos de chapas.

Ministério Público Federal (MPF) Candidaturas para 2026
Candidaturas para 2026

O Ministério Público Eleitoral contestou judicialmente mais de mil registros de candidatura em todo o Brasil para as eleições de 2026. Esse número representa cerca de 5% dos quase 21 mil pedidos recebidos pela Justiça Eleitoral para os cargos de presidente, governador, senador e deputado.

Na última sexta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou o pedido do MP e barraram a candidatura de Pablo Marçal à Presidência. Segundo o Ministério Público, Marçal não comprovou filiação ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) no prazo legal, pois ainda estava no União Brasil em abril, data limite para mudança de partido.

O MP também apontou que Marçal está inelegível até 2032, devido a uma condenação por uso indevido dos meios de comunicação em 2024. Todos os ministros do TSE concordaram com esses argumentos, impedindo sua candidatura.

Para se candidatar, é necessário cumprir requisitos legais e não possuir causas de inelegibilidade. Este ano, a Justiça Eleitoral já negou 309 registros e outros 829 aguardam julgamento de recursos. As impugnações podem ocorrer por falta de quitação eleitoral, afastamento fora do prazo ou inelegibilidade.

Além do Ministério Público, outros candidatos, partidos e coligações podem contestar registros. As impugnações se distribuem entre estados como São Paulo (557), Maranhão (55), e Minas Gerais (43).

Na Bahia, o TRE-BA impediu a candidatura de Binho Galinha a deputado estadual, por envolvimento com crime organizado. No Distrito Federal, o TRE barrou José Roberto Arruda, condenado por improbidade. Em Minas Gerais, o TRE negou registro a Eduardo Cunha, inelegível até 2027 após cassação do mandato.

Quanto à cota de gênero, a Justiça barrou 100 Draps (Demonstrativos de Regularidade dos Atos Partidários) por não cumprir a exigência de 30% de candidaturas femininas. No Acre, uma chapa foi indeferida por descumprimento desta regra.

Mais informações sobre a fiscalização estão disponíveis na cartilha Por dentro das Eleições 2026.

Notícias relacionadas

Fonte: Ministério Público Federal (MPF)