Política

APOIO DE PESO

Ministro Wellington Dias apoia Chico Lucas para o comando do Ministério da Segurança

Nome do advogado piauiense é o mais cotado atualmente para chefiar o novo ministério a ser criado pelo presidente Lula

Por Luiz Brandão

13 de maio de 2026 às 12:19 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O ministro Wellington Dias apoia Chico Lucas como futuro ministro da Segurança Pública.
  • O presidente Lula anunciou a criação do Ministério da Segurança Pública, condicionado à aprovação da PEC 18/25 pelo Senado.
  • Chico Lucas, atual secretário Nacional de Segurança Pública, é destaque como o nome mais cotado para liderar a nova pasta.
  • Ele é conhecido por sua atuação na modernização e integração das forças de segurança no Piauí.
  • Chico Lucas liderou a criação do programa 'Brasil Contra o Crime Organizado', que integra esforços nacionais contra o crime.
  • O programa foca em quatro principais áreas: asfixia financeira do crime, segurança nos presídios, investigação de homicídios e combate ao tráfico de armas.
  • Estão previstos R$ 1,06 bilhão de investimentos e uma linha de crédito de R$ 10 bilhões pelo BNDES para apoio tecnológico a estados e municípios.
  • A PEC visa padronizar protocolos e melhorar a cooperação entre União e estados na segurança pública.

Wellington Dias e Chico Lucas: piauienses de destaque na Esplanada dos Ministérios
Wellington Dias e Chico Lucas: piauienses de destaque na Esplanada dos Ministérios

Se depender do apoio do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Wellington Dias, o advogado piauiense Chico Lucas será o ministro chefe do futuro Ministério da Segurança Pública.

A criação da pasta foi anunciada na terça-feira (12), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, o Ministério da Segurança Pública será criado assim que o Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25 for aprovada pelo Senado Federal. 

De acordo com Wellington Dias, a experiência exitosa de Chico Lucas na Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça o credencia para chefiar o importante ministério prometido pelo presidente Lula. "Foi muito acertada a indicação dele para a Senasp. Ele está se saindo muito bem", disse Wellington Dias ao portal Piauí Hoje.

Desde o anúncio da criação do Ministério da Segurança Pública, o nome mais cotado para assumir a nova pasta passou a ser o do advogado piauiense Francisco Lucas Costa Veloso, o Chico Lucas, de 41 anos.

Criação do MSP

"O dia que o Senado aprovar a PEC da Segurança, nos próximos dias nós criaremos o Ministério da Segurança Pública nesse país", afirmou Lula. O presidente justificou a demora na criação da pasta, algo que vinha sendo debatido há anos, com a necessidade de definir claramente o papel da União. "Sempre recusei aprovar o Ministério da Segurança Pública enquanto a gente não tivesse definido qual seria o papel do governo federal na segurança pública", explicou.

Chico Lucas pode virar ministro

O nome mais cotado atualmente para assumir a nova pasta é o do advogado piauiense Francisco Lucas Costa Veloso, o Chico Lucas, de 41 anos. Atual secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas é o grande articulador técnico do programa "Brasil Contra o Crime Organizado".

A trajetória do gestor é marcada por uma sólida formação jurídica. Procurador do Estado do Piauí, ele construiu sua carreira na defesa do interesse público antes de ser convidado pelo governador Rafael Fonteles para comandar a Secretaria de Segurança Pública do Piauí.

Na gestão estadual, destacou-se pela modernização da gestão, integração das forças e uso estratégico de dados. Sua nomeação como secretário nacional foi recebida com entusiasmo pela classe política e técnica.

Competência e protagonismo

A competência de Chico Lucas foi colocada à prova nos últimos meses, resultando no lançamento do plano de vulto para a segurança. O programa "Brasil Contra o Crime Organizado", apresentado nesta terça (13/05) foi construído sob a supervisão técnica do secretário e representa a espinha dorsal do futuro ministério.

"Após meses de trabalho intenso, diálogo com os estados, integração entre forças de segurança e construção técnica coletiva, lançamos o programa", declarou Chico Lucas hoje mais cedo, destacando o caráter suprapartidário da iniciativa. "Esse é um trabalho que não pertence a um governo ou a uma instituição isoladamente. É uma política de Estado".

A estratégia nacional mira a desarticulação das facções criminosas em todo o território e será estruturada em quatro eixos principais:

1. Asfixia financeira do crime organizado.

2. Fortalecimento da segurança no sistema prisional.

3. Qualificação da investigação de homicídios.

4. Enfrentamento ao tráfico de armas.

Para colocar o plano em prática, o governo já anunciou uma injeção de R$ 1,06 bilhão** ainda neste ano, além da criação de uma linha de crédito especial de **R$ 10 bilhões pelo BNDES para estados e municípios adquirirem equipamentos como drones, câmeras corporais e sistemas de radiocomunicação.

A PEC da Segurança Pública

A PEC 18/25 é a chave que viabilizará juridicamente o novo ministério. Além de institucionalizar a cooperação entre União e estados — algo que Lula classifica como essencial, pois "o crime organizado se aproveita da nossa divisão" —, o texto prevê a padronização de protocolos e dados.

Atualmente, o Brasil convive com a realidade de 27 formatos diferentes de boletins de ocorrência e certidões criminais, o que dificulta a integração nacional .

Lula reiterou que o governo federal não pretende ocupar o espaço dos governadores. "A gente não quer ocupar o espaço dos governadores, nem o espaço da polícia estadual. O dado concreto é que, se a gente não trabalhar junto, a gente não consegue vencer" .



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