FUGA

Irmão de Weintraub diz que ex-ministro está nos Estados Unidos

Abraham Weintraub deverá assumir uma diretoria no Banco MundiaL


Abraham Weintraub

Abraham Weintraub Foto: DR

O irmão de Abraham Weintraub e assessor especial do presidente Jair Bolsonaro, Arthur Weintraub, afirmou neste sábado (20) que o ex-ministro já está nos Estados Unidos. O ex-chefe da Educação vinha dizendo que ele e sua família estavam sofrendo ameaças e que pretendia deixar o país o mais rápido possível.

Abraham Weintraub deverá assumir uma diretoria no Banco Mundial. A indicação pelo governo brasileiro já foi feita, mas ainda depende de aprovação. Há uma restrição à entrada de brasileiros nos Estados Unidos por conta da pandemia de covid-19. O Palácio do Planalto foi procurado pela reportagem para confirmar se e em quais circunstâncias Weintraub desembarcou em território americano, mas até o momento não respondeu aos questionamentos.

Arthur Weintraub@ArthurWeint

Obrigado a todos pelas orações e apoio. Meu irmão está nos EUA.

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Abraham Weintraub@AbrahamWeint

Aviso à tigrada e aos gatos angorás (gov bem docinho). Estou saindo do Brasil o mais rápido possível (poucos dias). NÃO QUERO BRIGAR! Quero ficar quieto, me deixem em paz, porém, não me provoquem!

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Em resposta a um seguidor, Abraham Weintraub publicou uma mensagem no Twitter esta manhã com a localização de Miami, na Flórida. Porém, ainda não se sabe sob que condições Weintraub teria entrado nos Estados Unidos.

Ontem (19), o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibisse Weintraub de deixar o país. Contarato defendeu que, por ser investigado no inquérito das fake news,Weintraub não poderia sair do país.

Weintraub deixou a pasta da Educação na quinta-feira (18). “Sim, dessa vez é verdade, estou saindo do MEC e vou começar a transição agora e nos próximos dias eu passo o bastão para o ministro que ficar no meu lugar, interino ou definitivo”, disse ele em vídeo gravado com o presidente Jair Bolsonaro.

O estopim da saída teria sido a participação de Weintraub em ato contra o Supremo Tribunal Federal no domingo (14). “Já falei a minha opinião, o que faria com esses vagabundos”, disse. Ele é alvo de investigação do Supremo por ter defendido, em reunião ministerial de 22 de abril, que os ministros da mais importante corte do país fossem presos.

A troca de comando no MEC é vista como possibilidade desde o final de 2019. Ele é alvo de insatisfação no Congresso, no STF e na ala militar do governo. Ele já protagonizou atritos envolvendo o Enem, o Fundeb, método de escolha de reitores e resistiu a negociação de cargos no governo.

A pressão pela saída do cargo foi crescendo ao longo da gestão e sendo encorpada por diversos setores. A primeira grande reação ao nome do ex-ministro começou no ano passado, quando ele determinou o contingenciamento de recursos destinados a universidades públicas.

A indicação para o cargo de diretor-executivo de conselho administrativo do Banco Mundial ocorreu como forma de compensar um dos integrantes mais ideológicos do governo. No órgão, Weintraub, que é economista, deve receber R$ 115,8 mil (US$ 258,5 mil) por mês, segundo o jornal Folha de S.Paulo. Anualmente os vencimentos chegarão a R$ 1,3 milhão.

A exoneração de Abraham Weintraub do Ministério da Educação ainda não foi oficializada com publicação no Diário Oficial da União (DOU). Também não foi anunciado ainda seu substituto.

Fonte: Congresso em Foco

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