Pessoas ligadas ao grupo político do ex-prefeito de Monte Alegre do Piauí, no Sul do Estado, Davinelson Soares Rosal, vivem fazendo denúncias infundadas e criando fake news contra a atual gestão municipal, comandada pelo prefeito Djalma Mascarenhas (PSD). Mas, segundo o prefeito, tem gente do grupo de Davinelson que não aguenta meia hora de investigação da Polícia Federal e da Corte Internacional de Direitos Humanos.
De acordo com aliados do atual prefeito, um dos que não aguenta qualquer tipo de investigação é o irmão do ex-prefeito, Francisco da Chagas Dias Rosal Júnior. Ele enfrenta, entre outras, a acusação de promover trabalho escravo em uma pedreira na Fazenda Vereda da Glória, de sua propriedade.
A Fazenda Vereda da Glória fica na Zona Rural de Monte Alegre. Nela há uma pedreira que já foi interditada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Trabalho por exploração de mão de obra em regime análogo à escravidão. O processo contra o dono da pedreira corre até hoje no Ministério Público do Trabalho.
Ficha Corrida
Em 2024, cinco trabalhadores que eram mantidos em situação análoga à de escravos foram resgatados da Fazenda Vereda da Glória, de Rosal Júnior, no município de Monte Alegre do Piauí. Eles trabalhavam quebrando pedras para calçamento.
Durante as fiscalizações, os policiais identificaram que os trabalhadores eram submetidos a jornadas exaustivas, não tinham banheiros, tinham que cozinhar suas refeições em fogareiros improvisados e trabalhavam sem equipamentos de proteção individual, correndo risco de acidentes. Também não tinham contrato de trabalho.
Os resgates aconteceram nos dias 15 e 17 de julho de 2024, em uma operação conjunta da Polícia Federal, do Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Previdência, do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público Federal e da Defensoria Pública da União.
Os "patrões" foram alvo de medidas administrativas: foram lavrados autos de infração, embargos e notificações para cessação de atividade econômica, rescisão dos contratos de trabalho, pagamento dos créditos trabalhistas, celebração de Termos de Ajustamento de Conduta e fixação de indenização por danos morais individuais pela exploração da vulnerabilidade social dos trabalhadores, além da regularização de diversas outras obrigações trabalhistas.
No âmbito da Polícia Federal, além da interrupção da continuidade delitiva e resgate dos trabalhadores, foram realizadas entrevistas e colhidos depoimentos para instruir os procedimentos criminais instaurados para apurar o cometimento do delito de redução à condição análoga à de escravo.
"É essa gente, sem moral, que deixou o município em situação de miséria, que cria fake news e faz denúncia contra a atual gestão", diz um vereador da base de apoio ao prefeito, que tem maioria folgada na Câmara de Vereadores do município e faz uma gestão considerada boa e ótima por mais de 70% da população, segunda pesquisa realizada recentemente por um instituto de Teresina.
Fonte: MPTB