CRISE NO STF
Teresinha Ferreira
04 de setembro de 2026 às 11:08 ▪ Atualizado há 13 minutos
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, estabeleceu prazo de cinco dias para que o ministro André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestem sobre possíveis irregularidades na condução do caso Master.
As supostas irregularidades foram apontadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que apresentou um relatório de inteligência da Polícia Federal como base para suas acusações, apesar de o documento não conter cabeçalho ou assinatura de delegado.
Moraes acusa Mendonça de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade por supostamente direcionar a investigação do caso para prejudicar desafetos políticos, incluindo Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
O relatório, classificado como "análise de cenário" e "sem valor probatório", sugere que Mendonça direcionou investigações, mas o documento é apócrifo. As tensões entre ministros aumentaram após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF contendo mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que envolvem Moraes.
As mensagens, recuperadas do celular de Vorcaro, mencionam um contrato de mais de R$ 130 milhões entre o banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes.
No dia anterior, Fachin já havia solicitado que Gonet, Moraes e Mendonça se pronunciassem sobre o relatório. Fachin sinalizou que levará ao plenário um pedido para anulação das investigações conduzidas por Mendonça.
Fachin destacou que as medidas visam instruir o processo, sem antecipar juízo sobre a admissibilidade ou mérito das imputações. Ele também decidiu que o documento apresentado por Moraes será retirado do inquérito das Fake News e anexado a uma petição separada.
Fonte: Agência Brasil