Economia
Da Redação
30 de abril de 2026 às 11:48 ▪ Atualizado há 42 minutos
A taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2026 ficou em 6,1%, marcando o menor índice para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.
No período comparativo com o ano passado, a taxa de desemprego era de 7%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 30 de março, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.
Embora o desemprego tenha caído no comparativo anual, ele ainda está acima do registrado no quarto trimestre de 2025, que era de 5,1%. O IBGE ressalta que a comparação entre meses consecutivos pode ser enganosa devido à sobreposição de dados.
Cenário do mercado de trabalho
O primeiro trimestre de 2026 contou com 6,6 milhões de pessoas em busca de emprego, número 19,6% superior ao observado no quarto trimestre de 2025, mas 13% inferior ao primeiro trimestre do mesmo ano.
O total de ocupados alcançou 102 milhões de pessoas, redução de 1 milhão em relação ao trimestre anterior, mas aumento de 1,5 milhão em comparação anual.
Comportamento sazonal
A diminuição de trabalhadores em algumas atividades no primeiro trimestre reflete um comportamento sazonal, conforme explica a coordenadora do IBGE, Adriana Beringuy. "Houve redução em setores como comércio e serviços públicos, onde contratos temporários são encerrados após o fim do ano", comentou.
Entre os agrupamentos de atividades, comércio, administração pública e serviços domésticos registraram quedas nos números de trabalhadores.
Queda na informalidade
A taxa de informalidade caiu para 37,3% da população ocupada, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais. No final de 2025, essa taxa era de 37,6%, e no primeiro trimestre daquele ano era de 38%.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado permaneceu estável em 39,2 milhões, com crescimento de 1,3% em relação a um ano atrás.
Os trabalhadores sem carteira sofreram uma redução de 2,1%, totalizando 13,3 milhões de pessoas.
Metodologia da Pnad
A pesquisa Pnad analisa a situação laboral de pessoas com mais de 14 anos e inclui todas as formas de ocupação. Considera-se desocupada apenas a pessoa que procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todo o país.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, complementa a Pnad, focando em empregos formais. Em março, foram criadas 228 mil vagas formais, totalizando saldo positivo de 1,2 milhão de postos em 12 meses.
Fonte: Agência Brasil
ECONOMIA
VÍDEO
ESCALA 6X1
SERVIÇO
PRISÃO
HOMENAGEM