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Taxa de desemprego cai 6,1% no 1º trimestre e bate recorde histórico

Taxa é a menor para o período desde 2012, segundo dados do IBGE divulgados hoje

Da Redação

30 de abril de 2026 às 11:48 ▪ Atualizado há 42 minutos

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  • A taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2026 foi de 6,1%, a menor desde 2012.
  • Comparada com o ano anterior, a taxa era de 7%, mas acima do quarto trimestre de 2025.
  • O número de pessoas em busca de emprego foi 6,6 milhões, mostrando aumento de 19,6% em relação ao trimestre anterior, mas queda de 13% no comparativo anual.
  • O total de ocupados foi de 102 milhões, com uma redução trimestral, mas aumento anual.
  • A redução no emprego em setores como comércio e serviços públicos reflete um comportamento sazonal.
  • A taxa de informalidade caiu para 37,3%, com uma leve redução em relação a 2025.
  • O número de empregados com carteira assinada ficou estável em 39,2 milhões.
  • A PNAD analisa a situação laboral de pessoas acima de 14 anos e complementa dados formais do Caged.

Taxa de desemprego cai 6,1% no 1º trimestre e bate recorde histórico

A taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2026 ficou em 6,1%, marcando o menor índice para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.

No período comparativo com o ano passado, a taxa de desemprego era de 7%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 30 de março, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

Embora o desemprego tenha caído no comparativo anual, ele ainda está acima do registrado no quarto trimestre de 2025, que era de 5,1%. O IBGE ressalta que a comparação entre meses consecutivos pode ser enganosa devido à sobreposição de dados.

Cenário do mercado de trabalho

O primeiro trimestre de 2026 contou com 6,6 milhões de pessoas em busca de emprego, número 19,6% superior ao observado no quarto trimestre de 2025, mas 13% inferior ao primeiro trimestre do mesmo ano.

O total de ocupados alcançou 102 milhões de pessoas, redução de 1 milhão em relação ao trimestre anterior, mas aumento de 1,5 milhão em comparação anual.

Comportamento sazonal

A diminuição de trabalhadores em algumas atividades no primeiro trimestre reflete um comportamento sazonal, conforme explica a coordenadora do IBGE, Adriana Beringuy. "Houve redução em setores como comércio e serviços públicos, onde contratos temporários são encerrados após o fim do ano", comentou.

Entre os agrupamentos de atividades, comércio, administração pública e serviços domésticos registraram quedas nos números de trabalhadores.

Queda na informalidade

A taxa de informalidade caiu para 37,3% da população ocupada, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais. No final de 2025, essa taxa era de 37,6%, e no primeiro trimestre daquele ano era de 38%.

O número de empregados com carteira assinada no setor privado permaneceu estável em 39,2 milhões, com crescimento de 1,3% em relação a um ano atrás.

Os trabalhadores sem carteira sofreram uma redução de 2,1%, totalizando 13,3 milhões de pessoas.

Metodologia da Pnad

A pesquisa Pnad analisa a situação laboral de pessoas com mais de 14 anos e inclui todas as formas de ocupação. Considera-se desocupada apenas a pessoa que procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todo o país.

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, complementa a Pnad, focando em empregos formais. Em março, foram criadas 228 mil vagas formais, totalizando saldo positivo de 1,2 milhão de postos em 12 meses.

Fonte: Agência Brasil