Política

INVESTIGAÇÃO DE PARLAMENTAR

Deputado Cezinha de Madureira é investigado por tráfico de influência

Suspeitas apontam negociação de acesso a ministros do STF em troca de dinheiro

Teresinha Ferreira

14 de setembro de 2026 às 13:51 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Cezinha de Madureira, deputado pelo PL-RJ, está sendo investigado por alegadamente prometer acesso a ministros do STF em troca de dinheiro.
  • A investigação foi divulgada após o ministro Flávio Dino levantar o sigilo da decisão judicial.
  • A Polícia Federal encontrou indícios de que o deputado usou sua posição para sugerir influência sobre tribunais superiores.
  • Mensagens no celular da advogada Mariângela Fialek apontam conexão com emendas parlamentares secretas.
  • A esposa de Cezinha, Valéria Rodrigues Linhares, estaria envolvida na negociação de influências com ministros do STF.
  • Não há evidências contra os ministros Nunes Marques, André Mendonça e Gilmar Mendes.
  • A PF identificou supostos pagamentos de até R$ 2 milhões como parte do esquema.
  • Foram apreendidos R$ 510 mil com Valéria, supostamente por serviços advocatícios.
  • Flávio Dino negou buscas no gabinete de Cezinha, alegando falta de evidências de crimes no local.
  • A Agência Brasil está tentando contato com Cezinha e sua defesa.

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Cezinha de Madureira, deputado pelo PL-RJ, está sob investigação por supostamente prometer acesso a ministros do STF em troca de dinheiro, conforme aponta decisão com sigilo levantado pelo ministro Flávio Dino. A ação incluiu buscas em endereços ligados ao parlamentar.

A investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) indica que o parlamentar teria usado seu cargo para insinuar influência sobre juízes de tribunais superiores. A descoberta partiu de mensagens no celular da advogada Mariângela Fialek, associada à liberação de emendas parlamentares secretas.

Mensagens mostram Valéria Rodrigues Linhares, esposa de Cezinha, negociando influências em favor de advogados junto aos ministros Nunes Marques, André Mendonça e Gilmar Mendes. Entretanto, a PF esclarece que não há evidências contra os ministros.

Neste esquema, a PF identificou supostos pagamentos de até R$ 2 milhões, prometendo isso como prova de negociações com ministros. O caso inclui a apreensão de R$ 510 mil em dinheiro com Valéria, alegadamente pagos por serviços advocatícios.

Pedidos de busca no gabinete de Cezinha foram negados por Dino, por falta de evidências de uso do local para crimes. A Agência Brasil tenta contato com o deputado e sua defesa.

Fonte: Agência Brasil