Política

EMBATE NO SETOR

Debate sobre piso salarial dos farmacêuticos gera tensão entre profissionais e empresários

Donos de farmácias alertam sobre impacto financeiro; conselho contesta argumentos de fechamento

Da Redação

06 de maio de 2026 às 08:27 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O projeto de lei propõe um piso salarial nacional de R$ 6.500 para farmacêuticos.
  • Representantes de farmácias pequenas alegam que o piso é inviável, especialmente no Norte e Nordeste.
  • Marcelo Fernandes de Queiroz menciona um impacto de R$ 1,9 bilhão e possíveis cortes de 50 mil empregos.
  • Rafael Oliveira Espinhel destaca que a maioria das farmácias brasileiras são micro e pequenas empresas.
  • Walter da Silva Jorge João defende que o impacto é menor, representando menos de 2% do faturamento anual do setor.
  • João também menciona que muitos pequenos estabelecimentos são de farmacêuticos, que não seriam afetados.
  • No setor público, o impacto seria mínimo, mas alguns concursos oferecem salários baixos.
  • O deputado Hildo Rocha apoia a uniformização salarial e está elaborando um relatório sobre o assunto.

Debate sobre piso salarial dos farmacêuticos gera tensão entre profissionais e empresários

Representantes dos farmacêuticos e dos donos de farmácias divergiram sobre a aprovação de um piso salarial nacional para a categoria. O debate ocorreu na Câmara dos Deputados nessa terça-feira (5).

Um projeto do deputado André Abdon (PP-AP) propõe um salário base de R$ 6.500 para profissionais de farmácia, ajustado pela inflação a partir de 2022 (PL 1559/21). Este valor poderia atingir quase R$ 8 mil atualmente, segundo Marcelo Fernandes de Queiroz, da Confederação Nacional do Comércio.

Os donos de farmácias alegam que o piso é inviável para pequenos negócios, especialmente no Norte e Nordeste, podendo levar ao fechamento de estabelecimentos. Queiroz destacou que isso resultaria em um impacto de R$ 1,9 bilhão no setor, com possíveis cortes de 50 mil postos de trabalho.

Rafael Oliveira Espinhel, da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico, apontou que 94 mil farmácias no Brasil são, em maioria, micro e pequenas empresas, faturando entre R$ 60 mil e R$ 70 mil mensais, com lucro líquido de R$ 4 mil.

Walter da Silva Jorge João, presidente do Conselho Federal de Farmácia, contestou, afirmando que o impacto seria de menos de 2% do faturamento anual do setor, que foi de R$ 240 bilhões. Ele comparou a situação à introdução do décimo terceiro salário, que não causou fechamento de negócios.

João também afirmou que 30% dos pequenos estabelecimentos pertencem a farmacêuticos, não sendo afetados pelo piso. Para ele, valorizar o profissional é essencial para o sucesso do negócio.

No setor público, afirma-se que o impacto seria mínimo, com muitos profissões já recebendo acima do piso. Entretanto, Fábio Basílio, presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos, destacou que alguns concursos oferecem apenas R$ 1.300.

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) defendeu a uniformização salarial entre farmacêuticos e prevê entregar um relatório sobre a proposta nos próximos 15 dias.

Fonte: Agência Câmara



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