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CLP apresenta desempenho da região Nordeste no Ranking de Competitividade dos Estados 2020

Neste ano, o Nordeste teve um estado entre os dez mais competitivos do país: o Ceará.


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Ranking Foto: Divulgação

Neste ano, o Nordeste teve um estado entre os dez mais competitivos do país: o Ceará. A informação faz parte do Ranking de Competitividade dos Estados, ferramenta formulado pelo CLP (Centro de Liderança Pública), em parceria com a B3, Tendências Consultoria e a Economist Intelligence Unit.

O levantamento será apresentado na íntegra nesta quinta-feira, 17, às 10h, em webinar transmitido pela TV Estadão. O evento vai contar com a participação de oito governadores em quatro painéis temáticos. A mediação dos debates será comandada pela jornalista e apresentadora Vera Magalhães. Assista neste link: http://conteudo.clp.org.br/inscricao-ranking-de-competitividade-dos-estados-2020

Além do Ceará, Bahia e Maranhão também conseguiram melhorar suas posições em comparação ao ano passado. Ainda assim, eles figuraram na metade de baixo da tabela do ranking, como a maior parte dos estados da região, que tem seis de seus nove integrantes abaixo da 15ª posição. Neste ano, dois estados do Nordeste mantiveram suas posições em comparação com 2019(Sergipe e Pernambuco) e quatro tiveram desempenho pior que no ano passado (Alagoas, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte). O destaque negativo ficou com o Piauí, que ocupou o penúltimo lugar do ranking neste ano, três posições abaixo em comparação com o ano anterior.

Confira abaixo o desempenho dos estados do Nordeste:

Ceará

Mais bem colocado do Nordeste, ficou em 10º lugar no ranking ao subir duas posições em relação ao ano passado. Contribuiu para o bom desempenho o fato de o Estado ter subido seis posições no pilar Segurança Pública, e chegar ao 20º lugar neste pilar. Além disso, manteve-se em quinto lugar no pilar de Educação, subiu duas posições em Solidez Fiscal alcançando a quarta posição nesse pilar. Por outro lado, perdeu nove posições em Eficiência da Máquina Pública, figurando em 18º lugar neste pilar. Também caiu uma posição no pilar Capital Humano.

A melhora no pilar de Segurança Pública do Estado foi puxada pelo bom desempenho penho nos indicadores de Segurança Patrimonial, no qual o estado evoluiu onze posições, e de Segurança Pessoal, no qual o estado avançou nove posições.

Paraíba

Caiu duas posições em comparação com o ano passado e figura em 13º lugar no ranking geral. O Estado recuou seis posições em Solidez Fiscal, ficando em 13º no ranking deste pilar, e duas em Eficiência da Máquina Pública, figurando em 23º lugar neste pilar. Por outro lado, cresceu três posições no ranking de Capital Humano (23º lugar). O Estado ainda ficou estagnado nos pilares Potencial de Mercado (24º lugar) e Inovação, no qual figura em sétimo lugar.

Alagoas

Figurou em 15º lugar no ranking geral, uma posição abaixo em comparação com o ano passado. O Estado perdeu onze posições em Capital Humano (21º) e onze em Inovação (21º) Apesar disso, foi um dos estados que teve melhores ganhos em Infraestrutura, com avanço de seis posições que o levou ao oitavo lugar nesse pilar. Contribuiu para este desempenho melhoras relativas em Acesso à Energia Elétrica, Custo da Energia Elétrica e Qualidade das Rodovias.

Alagoas também subiu cinco posições em Sustentabilidade Ambiental (15º lugar), sendo o Estado com maior ganho de posição neste pilar, graças a melhora relativa no indicador de Perda de Água. Também evoluiu sete posições em Potencial de Mercado (20º lugar) e subiu duas posições em Eficiência da Máquina Pública(13ºlugar)

Pernambuco

Manteve-se na mesma posição que em 2019, em 17º lugar no ranking geral. Apesar disso, conseguiu melhorar seis posições em Potencial de Mercado (16º lugar), seis em Capital Humano (7º lugar) e quatro em Solidez Fiscal (19º). Por outro lado, o estado perdeu três posições no pilar Eficiência da Máquina Pública (16º). É o sétimo no ranking de Capital Humano e de Infraestrutura e figura ainda no 24º lugar no ranking de Segurança Pública, pilar em que ficou estagnado em comparação com ano passado.

Bahia

Um dos destaques da região neste ano, o Estado subiu duas posições no ranking e ficou em 18º lugar, logo atrás de Pernambuco. Contribuiu para sua melhora o crescimento de dez posições no pilar Inovação (16ª colocação), a melhoria em sete posições no pilar Eficiência da Máquina Pública (7º lugar) e de cinco posições em Capital Humano (19ª colocação). Por outro lado, a Bahia caiu 3 posições em Segurança Pública (25ª colocação).

Rio Grande do Norte

Uma das maiores quedas no ranking deste ano, o Estado ficou em 20º lugar, cinco posições abaixo do ano anterior. Pesou para o desempenho a queda de 16 posições em Solidez Fiscal (25º) e de dez posições em Eficiência da Máquina Pública (21º). Por outro lado, o Estado ainda conseguiu subir duas posições em Sustentabilidade Social (16º) e três em Educação (16º).

Sergipe

Ficou em 22º lugar neste ano, mesma posição do ano passado. Neste ano o Estado subiu oito posições no pilar Eficiência da Máquina Pública (12º lugar), mas caiu três posições em Solidez Fiscal (16º) e cinco em Capital Humano (25º).

Maranhão

O Estado foi o que teve a melhor evolução na região em comparação com o ano passado, subindo três posições, o que o retirou no penúltimo lugar para o 23º lugar no Ranking de Competitividade. Contribuiu para a melhora no desempenho do Maranhão o crescimento de cinco posições em Inovação (22ª colocação), com destaque para a performance no indicador de Bolsa de Mestrado e Doutorado (+17 posições).

Maranhão também subiu três posições em Educação (21ª colocação), com melhoras relativas nos indicadores de Taxa de Frequência Líquida do Ensino Fundamental (+6 posições) e Taxa de Frequência Líquida do Ensino Médio (+2 posições). No pilar Segurança Pública, o Estado passou da 8ª para 4ª colocação, graças à melhora relativa no indicador de Segurança Patrimonial (+12 posições).

Já no quesito Potencial de Mercado houve uma melhoria em três posições, colocando o Maranhão no 14ª lugar, com destaque para a boa posição no indicador de Crescimento Potencial da Força de Trabalho (11º lugar). Por outro lado, o Estado teve uma queda de quatro posições em Eficiência da Máquina Pública (22ª colocação) e três em Infraestrutura (23º lugar).

Piauí

O Estado saiu da 23ª colocação em 2019 para a penúltima colocação nesta edição, seu pior resultado desde a edição de 2015. O resultado é consequência das quedas de posições nos pilares de Infraestrutura (-3 posições, figurando em 24º lugar), Segurança Pública (-3 posições, 18º lugar), Solidez Fiscal (-4 posições, 23º lugar), Eficiência da Máquina Pública (-2 posições, 26º), Capital Humano (-1 posição, 24º) e Potencial de Mercado (-8 posições, 21º). Por outro lado, houve melhora nos pilares de Sustentabilidade Social (+1 posição, 21º), Educação (+1 posição, 15º) e Sustentabilidade Ambiental (+1 posição, 23º).

Histórico da posição dos estados do Nordeste no ranking desde 2018:

Fonte: Nathália Spaolonzi Chamon

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