Política

VOTAÇÃO URGENTE CONTRA MISOGINIA

Câmara recebe pressão por votação de projeto contra misoginia

Ativistas exigem urgência na criminalização da misoginia antes das eleições.

Da Redação

13 de julho de 2026 às 20:32 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Participantes pedem urgência na votação do Projeto de Lei 896/2023, que criminaliza a misoginia.
  • O projeto já foi aprovado no Senado e busca combater o ódio contra mulheres, equiparando a misoginia ao racismo.
  • Prevê penas de reclusão de dois a cinco anos e multa.
  • Estela Bezerra destaca a necessidade de aprovação para prevenir feminicídios, citando a alta taxa de assassinatos de mulheres no Brasil.
  • Marlise Matos enfatiza que a violência de gênero impede os direitos humanos das mulheres e que discursos de ódio são formas iniciais de violência.
  • A deputada Luizianne Lins menciona a importância de leis de proteção recentes e convoca mobilização feminina para a aprovação do projeto.
  • Um requerimento de urgência foi aprovado para levar o projeto ao Plenário antes do recesso de julho, apesar de falta de consenso partidário.

Senado Notícias A discussão ocorreu na última quarta-feira (8), promovida pela Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher do Congresso Nacional.
A discussão ocorreu na última quarta-feira (8), promovida pela Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher do Congresso Nacional.

Participantes de um debate sobre o Projeto de Lei 896/2023 pediram urgência na votação do texto pela Câmara dos Deputados ainda antes das eleições. O projeto, que já passou pelo Senado, busca criminalizar a misoginia, tendo como objetivo combater a cultura de ódio contra mulheres.

A discussão ocorreu na última quarta-feira (8), promovida pela Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher do Congresso Nacional. O projeto de lei equipara a misoginia ao racismo, definindo como crime atos que induzam ou incitem violência ou ofensa à dignidade feminina. A proposta prevê penas de reclusão de dois a cinco anos, além de multa.

Estela Bezerra, secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, enfatizou que o Brasil ocupa a quinta posição mundial em assassinatos de mulheres. Para ela, a aprovação do projeto é crucial para evitar a continuidade dessa "fila de feminicidas sendo construída".

Marlise Matos, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher, destacou que o Estado tem o dever constitucional de proteger todas as pessoas. Entretanto, a violência de gênero anula o pleno exercício dos direitos humanos das mulheres. Ela afirma que "discursos de ódio são as primeiras expressões de violência", enfatizando a necessidade de ação imediata.

A deputada Luizianne Lins (Rede-CE) ressaltou que as leis em defesa das mulheres no Brasil são recentes, mencionando como exemplos a Convenção de Belém de 1994 e a Lei Maria da Penha de 2006. A parlamentar convocou uma mobilização feminina para garantir a aprovação e efetividade da nova lei.

Em sessão recente, foi aprovado um requerimento de urgência para que o projeto seja levado ao Plenário, sem passar por comissões. As ativistas esperam que a votação ocorra antes do recesso de julho, apesar da falta de consenso partidário sobre o texto final.

Fonte: Senado Notícias